REVISTA BIBLIOT3CA

Leituras Selecionadas do Editor-Chefe J.Filardo

Freud e a Maçonaria

 

William Almeida de Carvalho[1]

 

Dr. S. Freud

Breve Introdução

Muito se discutiu se Freud teria ou não participado da Maçonaria. Este artigo visa elucidar tal questão. Antes de entrar propriamente no assunto gostaria de falar sobre a B´nai B´rit que é a Maçonaria da comunidade judaica.

B’nai B’rith ()בני ברית

A Ordem Independente de B’nai B’rith (Os Filhos da Aliança em idioma hebraico ou Söhne des Bundes em ídiche) é a mais antiga organização judaica em todo o mundo (KARESH & HURVITZ, 2006). Funciona sob uma estrutura semelhante à da maçonaria. Visa basicamente a incrementar a segurança e a continuidade do povo judeu e do Estado de Israel, combatendo o antissemitismo e o fanatismo, promovendo a união dos Ashkenazes e dos Sefaraditas. Sua missão é a de unir as pessoas da fé judaica e aumentar a identidade judaica através do fortalecimento da vida familiar judaica e promover uma base de serviços para o benefício dos cidadãos judeus e facilitar a advocacia e ação em favor dos judeus através do mundo [2].

O símbolo fundador da BB é um Ménorah, ou seja, um candelabro de sete velas que representa o Templo e a Verdade. Desabrocha como uma flor. É um símbolo, ao mesmo tempo, judeu e maçônico.

Sua estruturação se compõe de lojas (tipo maçônicas convencionais) e unidades de apoio para atingir seus objetivos nesse alvorecer do século XXI. Conta atualmente com 200.000 membros em mais de 50 países e com um orçamento anual em torno de US$ 14.000.000. Sua sede localiza-se em Washington e na Europa, em Bruxelas. Convém salientar que os EUA concorrem com 95% dos filiados mundiais. Mantém uma filiação com o Congresso Judaico Mundial (CJM). [3]

A B´nai B´rith foi criada em 1843 por Henry Jones e outros 11 imigrantes alemães que se reuniam no Sinsheimer´s Café em Nova Iorque para lutar contra o que Isaac Rosenbourg, um dos fundadores, chamou de “a deplorável condição dos judeus neste país, nosso novo país adotivo”. [4]

A primeira ação concreta da nova organização foi a criação de um seguro para ajudar nas despesas de funerais de seus membros viúvos com US$ 30. Cada criança receberia ainda um estipêndio e para os meninos seria ensinado uma atividade comercial.

Foi assim que sobre esta base humanitária e de serviços que se erigiu o sistema de lojas fraternais e capítulos nos EUA e posteriormente em todo o mundo habitado por judeus.

O crescimento da organização na comunidade judaica apresentou os seguintes itens, incluindo ajuda em respostas a desastres:

  • Em 1851, um Covenant Hall foi erigido em Nova Iorque como o primeiro centro da comunidade judaica;
  • Um ano depois foi estabelecido a Maimonides Library, a primeira biblioteca pública judaica nos EUA;
  • Imediatamente após a Guerra Civil – quando judeus de ambos os lados do conflito ficaram sem teto – criou-se o mais moderno orfanato do seu tempo: o Cleveland Jewish Orphan Home;
  • Em 1868, quando uma inundação devastou Baltimore, a BB respondeu com uma campanha amenizar o desastre. Este ato precedeu em 13 anos a fundação da Cruz Vermelha Norte-americana;
  • Neste mesmo ano a BB patrocinou o primeiro projeto filantrópico fora dos EUA, enviando US$ 4.522 para ajudar as vítimas de epidemia de cólera na Palestina.

A partir de 1920 a BB se tornou um dos mais poderosos lobbies da comunidade judaica nos EUA, influenciando a política, tanto interna quanto internacional.

A expansão internacional da BB deu-se em 1875, estabelecendo-se uma loja em Toronto, no Canadá, e logo em seguida uma outra em Montreal, como também a de Berlim, que Freud irá frequentar como veremos mais adiante, em 1882. A proliferação de novas lojas seria crescente: Cairo (1887), Jerusalém (1888), treze anos antes de Theodor Herzl reunir o Primeiro Congresso Sionista em Basiléia na Suíça. [5] A Loja de Jerusalém tornou-se a primeira a funcionar em hebraico, visto que todas as outras falavam ídiche (WILHELM, 2011).

Em 1886 foi lançada a Revista da BB (B’nai B’rith Magazine), a mais antiga publicação contínua periódica nos EUA.

Com a imigração em massa de judeus da Europa Oriental para os EUA em 1881 (DINER, 2004) a BB patrocinou a americanização das classes, escolas de comércio e programas de assistência social. Em 1897 a BB formou um capítulo para mulheres em São Francisco. Tornou-se posteriormente o BB Women, que em 1988 se transformou numa organização independente: a Internacional da Mulher Judaica Jewish Women International (WILHELM, 2011).

Para responder ao Progrom Kishinev [6], o Presidente Theodore Roosevelt (maçom) reuniu se com o comitê executivo da BB em Washington. O então presidente da BB – Simon Wolf – apresentou uma moção para ser enviada ao governo russo protestando pela leniência do mesmo em não combater o massacre. Roosevelt prontamente concordou em apoiar a moção e as lojas BB começaram a colher assinaturas de apoio.

Nos anos 20 a BB lançou a AntiDefamation League (ADL) também um dos maiores lobbies judaicos nos EUA.

Ainda em 1920 os membros europeus tiveram um grande crescimento – 17.500 quase a metade dos EUA e na década seguinte assistiu-se à formação da loja de Xangai, fato que representou a sua entrada no Extremo Oriente. Esta expansão internacional coincidiu com o surgimento do nazismo. No começo da era nazista, havia seis distritos da BB na Europa. Com a guerra os nazistas tomaram todas as propriedades no continente europeu, dissolvendo a BB e somente em 1960 ressuscitou em Viena com a Loja Zwi-PeretzChage (FOURTON, 2012).

No pós-guerra, a BB foi refundada na Europa em 1948. Membros das lojas de Basiléia e Zurique e representantes das lojas na França e na Holanda, sobreviventes do Holocausto, compareceram a esta reunião inaugural. Em 2000, o distrito da nova BB europeia fundiu-se com o distrito do Reino Unido, formando assim a consolidada BB Europa com ativo envolvimento em todas as instituições da União Europeia. Em 2005 a BB Europa já possuía lojas em mais de 20 países, incluindo os países orientais da ex-Europa comunista.

Ainda em 1947 a BB participou ativamente da reconstrução do pós-guerra europeu e ajudou a formação do Estado de Israel na Palestina. Esteve presente também na fundação das Nações Unidas em São Francisco, com um papel ativo na ONU desde então. A partir de 1947, a organização conseguiu o status de ONG junto às Nações Unidas. Além da ONU, a BB participa ativamente, no combate ao antissemitismo, nos EUA, do Departamento de Estado e do Congresso, e na Europa, da OCDE.[7] Na Ibero-américa, foi o primeiro grupo judeu a obter o status de sociedade civil na Organização dos Estados Americanos (OEA). Seu papel cresceu muito por causa do fluxo de judeus refugiados durante o nazismo na Europa.

A BB chegou ao Brasil no ano de 1931, mas foi banida durante a vigência da ditadura do Estado Novo (1937-1945). Voltou às atividades com a redemocratização e se tornou um distrito independente em 1969. Desde então tem contribuído com a criação e o aperfeiçoamento de leis nacionais contra o racismo. Desta filosofia decorre a série de programas de relações sociais entre judeus e não judeus, o incentivo permanente à fraternidade, ao diálogo inter-religioso, a educação democrática e ao trabalho social, viabilizando parcerias com outros setores da sociedade. A B’nai B’rith mantém lojas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Freud na B´nai B´rith

As informações a seguir foram retiradas do livro de Jean Fourton (2012), de Carl E. Schorske (1989) e de Jacob Katz (1970).

Convém antes salientar que Freud não participou da Maçonaria convencional e sim da B´nai B´rith, a Maçonaria que aceita somente judeus, conforme descrito no item acima. Katz ao falar sobre a fundação da primeira loja BB na Alemanha afirma que “os fundadores eram todos maçons, presumivelmente pertencentes ao Royal York, que tinham renunciado das lojas cuja manifestação de antissemitismo eles consideravam intoleráveis (KATZ, 1970, p. 164). Convém salientar que no século XIX, na Europa, várias lojas maçônicas convencionais proibiam a entrada de judeus. Nesse ponto discriminatório existe uma leve semelhança com as lojas Prince Hall (CARVALHO, 1999).

Alguns pontos relevantes na vida de Freud no eixo temporal para melhor contextualizá-lo em relação à sua Loja e seu laborioso trabalho na mesma (FOURTON, 2012):

  • 1856: nascimento de Sigismund Schlomo Freud em Freiburg, hoje Pribor, na Morávia;
  • 1860: a família de Freud se instala em Viena;
  • 1874: entra na Faculdade de Medicina;
  • 1881: formatura;
  • 1885: estágio com Charcot em Paris para estudar a histeria;
  • 1886: monta consultório em Viena e se casa com Martha Bernays;
  • 1892: publicação sobre a hipnose que ele pratica durante 5 anos e adota o método da livre associação de ideias;
  • 1895 publica com Breuer “Os Estudos sobre a Histeria” e nascimento da quarta filha: Ana Freud;
  • 1897: no dia 29 de setembro é iniciado na Loja Viena da B’nai B’rith. Sua loja se reunia duas terças-feiras por mês. Apresenta em Loja sua prancha [8] sobre “O Sonho e sua Interpretação”;
  • 1900: publicação da Interpretação dos Sonhos. Em março, intervém na sua Loja (ata desaparecida [9]). Em 27 de abril, trata em Loja do texto de Zola: Fecundidade;
  • 1901: publicação da Psicopatologia da Vida Cotidiana e O Sonho e sua Interpretação. Intervém na sua Loja com o tema: Finalidades e Meios da Ordem da B’nai B’rith;
  • 1902: apresenta três pranchas na Loja: Psicologia da Administração da Justiça, O Problema Hamlet e a Situação da Mulher no Quadro de nossa Vida em Loja;
  • 1903: prancha: Acaso e Superstição;
  • 1904: prancha sobre Hamurabi;
  • 1907: novamente prancha sobre A Psicologia a Serviço da Justiça e Acaso e Superstição;
  • 1911: prancha sobre o Caso Hamlet e O que é a Psicanálise;
  • 1912: prancha sobre Totem e Tabu;
  • 1913: publicação de Totem e Tabu e ruptura com Jung;
  • 1915: pranchas: Por que a Guerra? Arte e Fantasia e Nós e a Morte;
  • 1916: prancha: A Revolta dos Anjos, a partir da obra de Anatole France;
  • 1917: prancha: Arte e Fantasia na obra de Anatole France e Emile Zola. Segundo seu colega de Escola e secretário da Loja – W.

Knöpmacher, Freud por razões de saúde e dificuldade de alocução, não tomará mais a palavra em Loja a partir deste ano. Continuará, contudo, a escrever, pesquisar, consultar e publicar;

  • 1926: sua Loja e outras da região reúnem mais de 500 pessoas para celebrar seu aniversário de 70 anos. Não compareceu por motivo de doença;
  • 1931: celebração de 75º. Aniversário em Loja;
  • 1933: seus livros são queimados em praça pública pelos nazistas;
  • 1936: celebração em Loja de seu 80º. Aniversário. Em 22 de abril a Loja Harmonia comemora seu aniversário por ser também um de seus fundadores. No dia 16 de maio o Grão Mestre Braun da BB apresenta uma prancha em Loja sobre Freud;
  • 1937: em setembro, sua Loja comemora o 40º. aniversário de sua iniciação;
  • 1938: Anschluss em abril e sua fuga urgente de Viena em junho para se instalar em Londres;
  • 1939: publicação de Moisés e o Monoteísmo. Em 23 de setembro, sua morte; seu Ir. Stefan Zweig da BB faz o elogio fúnebre.

Pelo seu valor histórico gostaria de reproduzir a seguir, em tradução livre, uma carta de Freud sobre a Maçonaria BB, ainda que um pouco longa, demonstra o contexto da época (Ibidem):

Venerável Mestre Presidente, Veneráveis Mestres, caros Irmãos,

Estou profundamente agradecido pela homenagem que vocês me prestam hoje! Vocês sabem por que não posso responder de viva voz. [10] Vocês a ouvirão de um de meus alunos e amigo[11], vocês falam de meus trabalhos científicos, mas possuir um julgamento sobre tal assunto é algo difícil e não deveria ser possível provavelmente dentro de certo tempo falar sobre isso com alguma propriedade. Permitam-me acrescentar algumas palavras ao discurso do orador que é também meu amigo e meu médico vigilante.[12] Gostaria de dizer algumas palavras como me tornei membro da BB e o que busco entre vocês.

Sei que nos anos que se seguiram a 1895, duas fortes impressões concorreram para produzir em mim os mesmos efeitos. Adquiri, de uma parte, as primeiras impressões sobre as profundezas da vida pulsional do homem, compreendi bem as coisas que poderiam desiludir, e mesmo assustar e, de outra parte, a comunicação de minhas descobertas desagradáveis, que resultaram na perda, nesta época, de minhas relações pessoais; sentia-me uma espécie de fora-da-lei, rejeitado por todos. Este isolamento fez nascer em mim o desejo ardente de descobrir um círculo de homens escolhidos, de espírito elevado e que fariam bem em me acolher com amizade, a despeito de minha temeridade. Avisaram-me que sua associação seria o lugar onde poderia encontrar tais homens.

O fato de vocês sejam judeus muito me agrada visto que eu mesmo o sou, e negá-lo me parece não somente indigno, mas ainda francamente tolo. O que me liga ao Judaísmo não é a fé – devo confessar – nem mesmo o orgulho nacional visto que sempre tenho sido um incréu, pois fui criado sem religião, mas não sem o respeito daquilo que apelidamos de exigências “éticas” da civilização humana. Cada vez que eu experimento sentimentos de exaltação nacional, sou solicitado a repelir como sendo funestos e injustos, advertido e assustado pelo exemplo dos povos entre os quais nós vivemos, nós judeus. Mas permanece tantas coisas capazes de tornar irresistível a atração do judaísmo e dos judeus, muitas das obscuras forças emocionais – ainda mais potentes quanto menos se podem exprimi-las por palavras ainda que a clara consciência de uma identidade interior, o mistério de uma mesma construção psíquica. A isso se liga ainda um outro fato: entendo que se deve somente à minha natureza de judeu as duas qualidades que me foram indispensáveis na minha difícil existência. Pelo fato de ser judeu fui liberado dos preconceitos que limitam aos outros o emprego de sua inteligência; como judeu, estou pronto a passar à oposição e a renunciar a me juntar à “compacta maioria”.[13]

É assim que eu me tornei um de vocês, pois comungo os interesses humanitários e nacionais, ligando-me a alguns de vocês e persuadido por alguns amigos (Dr. Hitschmann e Dr. Rie) a entrar na nossa Associação. Nunca me foi insinuado que deveria convencê-los de minhas novas teses, mas numa época onde ninguém na Europa me queria escutar e quando não tinha um único aluno em Viena, vocês me proporcionaram uma atenção benevolente. Vocês foram meu primeiro auditório.

Durante ao redor de dois terços do longo período que transcorreu depois de minha entrada, mantive-me escrupulosamente ao lado de vocês, encontrando nos meus contatos convosco, conforto e estímulo. Vocês foram hoje muito amáveis por não me reprovar por ter me afastado durante o último terço deste período. Neste momento fui submergido pelo trabalho e as questões que me foram exigidas reclamavam um lugar de destaque e não me permitiram assistir às nossas reuniões; neste período também meu corpo exigia cuidados especiais como também foram os anos de minha doença que ainda me impede de me encontrar com vocês.

Seria eu neste sentido um verdadeiro Irmão? Duvido um pouco, apesar de haver muitas condições especiais no meu caso. Posso certificar, contudo que durante os anos que convivemos, vocês jogaram um papel crucial na minha vida e muito fizeram por mim. Por todos estes anos e ainda pela hora presente, rogo que aceitem, meus agradecimentos mais calorosos.

Com meus melhores pensamentos, minha fraternal amizade e em plena comunhão com vocês

Seu Sigmund Freud [14]

Conclusão

Antes de terminar este brevíssimo artigo gostaria de salientar a relação Einstein-Freud. Albert Einstein declarou, após alguma prevenção, que a psicanálise é a mais importante descoberta ao serviço do humano. Segundo os arquivos da obediência, ambos eram maçons membros da BB.

 

 

Referências Bibliográficas

CARVALHO, William. Maçonaria Negra. Londrina: Ed. A Trolha, 1999.

WILHELM, Cornelia. The Independent Orders of B’nai B’rith and True Sisters: Pioneers of a New Jewish Identity 1843-1914. Detroit: Wayne State University Press, 2011.

DINER, Hasia R. The Jews of the United States: 1654 to 2000. Oakland, CA: University of California Press, 2004.

FOURTON, Jean. FREUD: Franc-maçon. Saint-Paul, França: Lucien Souny, 2012.

KARESH, Sara E.; HURVITZ, Mitchell M. Encyclopedia of Judaism. New York: Infobase Publishing, 2006.

Katz, Jacob. Jews and Freemasons in Europe, 17231939. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press, 1970.

SCHORSKE, Carl. Viena – Fin-de-Siècle – Política e Cultura. São Paulo: Ed. da Unicamp/Cia. Das Letras, 1989.

 

 

NOTAS

[1] William Almeida de Carvalho é sociólogo, historiador, jornalista e empresário. Doutor em Ciência Política pela Panthéon-Sorbonne, é membro do Instituto Histórico e Geográfico do DF e da Academia de Letras de Brasília, Vice-presidente da Academia de Letras e Artes Buziana, foi Secretário de Estado do Distrito Federal e subchefe do Gabinete Civil da Presidência da República. E-mail: williamcarvalho@terra.com.br

[2] http://en.wikipedia.org/wiki/B%27nai_B%27rith Acesso em: 07 de março de 2014.

[3] Idem, Ibidem.

[4] http://www.bnaibrith.org/about-us.html Página oficial na Internet. Acesso em: 07 de março de 2014.

[5] “B’Nai B’Rith”. JewishEncyclopedia.com. Acesso em: 07 de março de 2014

[6] O Progrom Kishinev foi uma manifestação antijudaica em Kishinev, então capital da Bessarábia, uma das províncias do Império Russo (hoje capital da Moldávia). Acesso em: 6 e 7 de abril de 1903.

[7] A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE (a sigla vem do francês: Organisation de coopération et de développement économiques, OCDE) é uma organização internacional de 34 países que aceitam os princípios da democracia representativa e da economia de livre mercado, que procura fornecer uma plataforma para comparar políticas económicas, solucionar problemas comuns e coordenar políticas domésticas e internacionais. A maioria dos membros da OCDE são economias com um elevado PIB per capita e Índice de Desenvolvimento Humano e são considerados países desenvolvidos, à exceção do México, Chile e Turquia.

[8] No jargão maçônico: uma pesquisa escrita apresentada em Loja

[9] Com a subida dos nazistas ao poder os arquivos da BB foram perdidos. As reconstituições são feitas através de cartas e documentos da Biblioteca do Congresso dos EUA.

[10] Freud na ocasião estava sofrendo de um câncer de boca que tornava sua fala muito difícil

[11] Trata-se do Dr. Ludwig Braun, professor de medicina geral na Universidade de Viena.

[12] Refere-se provavelmente a Edmund Kohn, que era médico de Freud, seu padrinho de admissão na Loja e que se tornaria mais tarde o presidente regional da Ordem.

[13] Citação do “Inimigo do Povo” de Henrik Ibsen.

[14] Carta publicada na primeira página do jornal B’nai B’rith da Áustria, maio de 1926 e da Correspondência de Freud 1873-1939, Ed. Gallimard, 1979

 

Publicado na revista Ciência & Maçonaria

2 comentários em “Freud e a Maçonaria

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