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19/5/2018 – Curitiba, PR.

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Considerações sobre o Rito Moderno ou Francês

Ir.·. Antonio Onias Neto - M .´. I .´. (+ 2013)
Ex-Sob.·. Gr.·. Insp.·.
Geral do Supr.·. Cons.·. do R.·. M.·.

Muito se critica e pouco se conhece a respeito do Rito Moderno ou Francês. Uma das mais infantis acusações (?) ou afirmativas gratuitas que se faz sobre o Rito é ser ele ATEU. É lamentável que maçons, que deveriam conhecer um pouco de filosofia e teoria do conhecimento, façam confusão entre ateísmo e agnosticismo. O Rito Moderno, por saber que a atitude filosófica da Maçonaria é a pesquisa constante da verdade, e por outro lado, ao ver que a verdade, para que seja considerada em todo o seu sentido, deve ser absoluta e infinita, abraça a corrente de pensamento que reconhece a impossibilidade do conhecimento do Absoluto pelo homem em sua finitude e relatividade, ou seja o AGNOSTICISMO. Afirmando assim uma posição de humildade perante o Absoluto, o que deveria ser característica de todo Maçom.

Acrescente-se mais que o Gnosticismo, como teoria da possibilidade de conhecimento (não confundir com os chamados "Gnósticos" do início da Era Cristã), afirma que é possível conhecer o absoluto. Ora, o Ateísmo, ao afirmar categoricamente a inexistência de Deus, pertence à corrente gnóstica, posto que, nessa assertiva, mostra ser possível conhecer o Absoluto, donde podemos concluir que o ateu jamais será agnóstico e o agnóstico não pode ser ateu, pois suas teorias da possibilidade do conhecimento se chocam frontalmente.

Por outro lado, há religiões, como o Budismo, que, em sua origem, tomam uma posição agnóstica, não se preocupando em explicar o Absoluto, reconhecendo a impossibilidade de definí-lo. Desta forma, o Rito Moderno acolhe em seu seio, sem nenhum constrangimento, irmãos das mais diversas profissões religiosas e filosóficas, posto que, mesmo sendo ele agnóstico, não impõe aos seus membros o agnosticismo, mas exige deles uma posição relativa quanto à possibilidade de que outros Irmãos, que abraçam outra filosofia, estejam certos, ora quem é dono da verdade não tem necessidade de pesquisá-la ou procurá-la.

Outra afirmativa que se faz sobre o Rito Moderno é sua anti-religiosidade, o que não passa de outra confusão, que os dicionários, se consultados, ajudariam a esclarecer. O prefixo "anti" quer dizer "contra". O que melhor caberia para o Rito é o prefixo "a", que significa "inexistência", "privação"; e é empregado no sentido de eqüidistância entre o "a favor" e o "contra". A maçonaria é eqüidistante das religiões, não é uma seita religiosa, e os Irmãos que assim a tornam são, evidentemente, ou aqueles que procuram desvirtuá-la, ou aqueles que insatisfeitos com suas religiões procuram na Maçonaria uma nova religião ou a compensação para as suas frustrações místicas.

E, é baseado na eqüidistância perante as religiões que o Rito Moderno não adota a existência da Bíblia no Triângulo de Compromissos, Altar de Juramentos para outros Ritos. Os defensores da colocação da Bíblia alegam que deve haver um "livro da lei revelada". Ora, a Bíblia só passou a ser adotada em algumas Lojas a partir de 1740, antes disso Anderson e os demais Maçons aceitavam a obrigação do "Livro da Lei", Lei Maçônica, Lei Moral. Acrescente-se, ainda, que existem religiões, tais como a Umbanda, o Candomblé, a Pajelança, e outras, com diversos adeptos entre nós, que possuem um livro da lei revelada, cuja tradição é oral. Perguntamos, que livro religioso se colocaria na presença de tais Irmãos?

Vemos constantemente Irmãos Judeus e Muçulmanos, quando Iniciados e em suas exaltações, compelidos a jurarem sobre a Bíblia Cristã, em tradução Católica ou Protestante, numa autêntica violação de suas consciências e dos princípios maçônicos, ou numa prova de que tais juramentos são falsos. Nosso "Livro da Lei" são os princípios da Sublime Ordem, quando muito as Constituições das Potências às quais pertença a Loja, onde constam tais princípios, ou, ainda, as Constituições de Anderson, em sua redação original, que deu origem à institucionalização da moderna Maçonaria. Aproveitamos para transcrever o artigo primeiro da Constituição de Anderson, que é bastante claro a respeito do assunto: "O Maçom está obrigado, por sua vocação, a obedecer a Lei Moral, e se compreender seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu nem em um irreligioso libertino. Apesar de nos tempos antigos os Maçons estarem obrigados a praticar a religião que se observava nos países em que habitavam, hoje crê-se mais conveniente não impor-lhes outra religião senão aquela que todos os homens aceitam, e dar-lhes completa liberdade com referência às suas opiniões particulares. Esta religião consiste em ser homens bons e leais, quer dizer, homens honrados e probos, seja qual for a diferença de denominações ou de convicções. Deste modo, a Maçonaria se converterá em um centro de União e é o meio de estabelecer relações amistosas entre pessoas que, fora dela, teriam permanecido separadas".

Após a leitura deste texto, muito pouco se poderá acrescentar a respeito, além de que há religiões que não permitem ao homem se ajoelhar perante seu semelhante, como exigem alguns Ritos, o que não é permitido no Rito Moderno. Mais uma vez o Rito prova, com sua atitude, ser eqüidistante e respeitar a religião de todos os Irmãos. Bom seria que os Irmãos, que se intitulam religiosos, estudassem um pouco a história e o conteúdo de outras religiões além das nossas, saindo de uma posição sectária, proibida pela Ordem.

Outra "terrível" acusação que se faz ao Rito é não invocar e tampouco adorar o "GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO", tendo inclusive evitado o uso de seu nome nos Rituais. Ora, meus Irmãos, por mais boa vontade de que possamos estar imbuídos, jamais deixaremos de invocar as entidades religiosas a que estamos ligados dentro de termos e Rituais próprios de nossa religião, e, estaremos desta forma sempre ferindo e violando as crenças e as formas de adoração de outros Irmãos. Deixemos as adorações e as invocações para fazê-las em nossas Igrejas, nossas Sinagogas, nossos Templos religiosos, nossos Centros, nossos Terreiros, nossas Casas e evitemos fazê-las em Loja, onde temos a obrigação de não forçar qualquer Irmão a repetir fórmulas com as quais sua consciência não possa concordar.

Quanto ao não uso do nome do Grande Arquiteto do Universo nos Rituais: este uso só começou a ocorrer a partir da Convenção de 1877, por conclusão do relator da proposta de exclusão do seu uso nos Rituais do Grande Oriente de França, e, é bom lembrar que este Irmão relator era um religioso, o pastor protestante Frederico Desmons. Este foi o grande motivo para que a Grande Loja Unida da Inglaterra rompesse relações com o Grande Oriente de França

No entanto, o Grande Oriente da Bélgica, desde 1872, vedara a invocação e a inclusão do Grande Arquiteto do Universo nos seus Rituais, e nem por isso a Potência inglesa rompera relações com os belgas. O principal fundamento para a exclusão do nome do Grande Arquiteto do Universo dos Rituais é terem os Irmãos, como se pode observar, utilizado dia a dia o símbolo do Princípio Criador da Energia inteligente, do Ente Supremo, do mesmo modo que se vulgarizou o termo Deus, particularizando o seu emprego, invocando-o e adorando-o, conforme sua religião e não como símbolo de todas as concepções que se tenha do que é a Origem do Universo.

Antes de encerrar essas breves considerações gerais sobre o Rito Moderno ou Francês, não poderíamos esquecer o problema dos "Landmarks". O que são "Landmarks"? O próprio nome diz: são marcas de terra, limites, lindeiros, e como tal devemos considerá-los, jamais como dogmas.

Lembremo-nos: NA MAÇONARIA NÃO EXISTEM DOGMAS, EXISTEM PRINCÍPIOS. No Brasil, existe uma verdadeira psicose pelos "Landmarks" de Mackey, e, no entanto, quando a Maçonaria veio para nossa Pátria, eles sequer existiam, tendo aparecido apenas em 1858. Meus Irmãos, fica a pergunta: quem deu poderes, que entidade inspirou ao nosso Irmão Mackey para firmar dogmas dentro da Sublime Ordem? Particularmente um deles: o 25º, que não permite qualquer alteração, ferindo o princípio da investigação constante da verdade, da evolução, da pesquisa, de se afirmar progressista: nada pode mudar a partir dele, é o dogma da imutabilidade, da não evolução. É evidente que o Rito Moderno, dentro desses termos, não poderia aceitar os "Landmarks" de nosso querido Irmão, que pretendeu impedir um dos fundamentos da Maçonaria: A LIBERDADE.

Meus Irmãos, diversos são os "Landmarks" mais conhecidos, tais como os de Findel, de Lecerff, de Pound, de Mackey, de Grant, que chegam a 54, e muitos outros. Qual deles é o profeta da Maçonaria que recebeu inspiração divina pra que se afirme ser sua catalogação a correta? Que Congresso Maçônico mundial concluiu serem estes ou aqueles os "Landmarks" aceitos universalmente? Deverão os "Landmarks", mesmo que universais, estacionarem no tempo e no espaço? Apenas como lembrança, devemos citar que muitos dos nossos Irmãos de outros Ritos e de outras Potências concordam plenamente conosco na tese que abraçamos sobre os "Landmarks".

Conclamamos aos Irmãos de todos os Ritos e de todas as Potências: devemos nos preocupar com aquilo que nos une, e, relegar ao segundo plano o que nos separa. Este é o fito primordial do Rito Moderno quando dá origem à instituição de um "Grande Oriente": admitir a diversidade dos Ritos, unindo, numa mesma Potência, Irmãos das mais diversas posições filosóficas, num verdadeiro Universalismo, pois este é o princípio fundamental da Sublime Ordem.

 

A Campanha do Desarmamento

– Perdeu, véio! Desce do carro e pro chão. Passa a aliança…”

Meu pesadelo se materializava: assaltantes armados, a ponte levadiça levantada, a princesa dormindo tranquila no interior do castelo… O sol ainda não nascera, 6 da manhã.

Ato contínuo, o vagabundo abriu o carro, que ficara atravessado na rua, e retirou um celular e uma bolsa contendo um velho laptop e obrigou-me a me levantar e ir em direção ao interior da casa, o que para mim era inconcebível. O bandido, “de menor” era um franzino adolescente que foi conduzindo-me dizendo que só queria saber quem estava na casa. Eu sentia as duas mãos dele me tocando, o que significava que dera a arma ao comparsa.

Avaliei a situação, considerando a presença de uma arma de fogo na cena e a perspectiva de ter ladrões armados dentro do castelo. Quando ficamos fora da visão do primeiro vagabundo, virei-me e, aos gritos, ataquei o vagabundo visando a traqueia. O capacete o protegeu, mas ele perdeu o equilíbrio e correu. Eu gritava com todos os pulmões: “Pega Ladrão! Pega ladrão!” Ele correu, montaram na moto e se escafederam.

Por pura sorte, ou porque o piloto estivesse mais preocupado em manobrar a moto para a fuga, eles não dispararam nenhum tiro. Corremos grande risco, mas a invasão do castelo era algo inconcebível.

Esse evento levou-me à decisão de aderir à campanha do desarmamento. Possuo algumas armas registradas, uma sem registro herdada de meu sogro e alguns exemplares de coleção, peças velhas enferrujadas, uma garrucha antiga, “dois tiros e uma corrida”, com uma bela coronha de madeira entalhada mas que na mão de um vagabundo poderia ser usada para intimidar, visto que ninguém discute com uma arma.
Assim, dirigi-me ao Distrito Policial do bairro para informar-me sobre a campanha.

Aí começou a pantomima terceiro-mundista.

O distrito policial, pasmem, apesar de inscrito como posto de recolhimento de armas da campanha, não dispunha de senha de acesso ao sistema da campanha de desarmamento! Ou seja, não estavam “credenciados” para recolher as armas. O funcionário que me atendeu disse ter a impressão de que a Guarda Municipal – a GCM – mais conhecida como Guarda de Cemitérios e Mausoléus, estava credenciada.

Ato contínuo, liguei para o Comando da GCM, expliquei a situação, fui transferido para uma simpática assessora que informou:

1 – Os números de telefone da Inspetoria do Butantã;

2 – O nome do Inspetor encarregado: Inspetor Ivan – que há algum tempo fora transferido para outra inspetoria, ou seja, nem o Comando da GCM sabe quem são os encarregados das inspetorias.

3 – Informou que a GCM poderia, inclusive, enviar uma viatura até minha residência para retirar as armas, evitando assim que eu transitasse com as peças (mesmo com a guia de transporte da Polícia Federal, há sempre um risco.) Achei genial, porque considerando a limitada jurisdição da GCM – guarda de próprios municipais, cemitérios e mausoléus, – eles estariam fazendo alguma coisa de útil.

Liguei, em seguida, para a Inspetoria do Butantã, onde constatei que o Inspetor Ivan foi transferido há algum tempo para outra unidade, e conversei com o encarregado do recebimento de armas da campanha. Ele contradisse a informação do Comando da Guarda de que uma viatura pudesse ser deslocada para coleta das armas. Informou que o novo Inspetor era Aldo, mas que ele estava em gozo de licença, e que não havia ninguém além dele que pudesse autorizar tal deslocamento.

Tudo bem. Brazil! Zil! Zil! Fora o sinal de desorganização e falta de unificação de informações, ainda restava a emissão da guia de transporte da PF e a condução das peças à Inspetoria da Guarda de Cemitérios.

Nesse momento, decidi entregar somente armas registradas e o revolver que herdei de meu sogro. As armas antigas, eu as desmontei completamente e vou descartar peça por peça no lixo reciclável, ou vou fazer uma escultura-quadro em homenagem à campanha do desarmamento.

Aproveitei para fazer uma coisa que adoro fazer: desmontar coisas. Procurei no Youtube um vídeo “Como desmontar um rifle Winchester 3030 e remover o percursor” e achei um muito bom. O modelo era o que mais se aproximava da Carabina Rossi Lever Action .38 que eu possuo.

Desmontei completamente o mecanismo (só não mexi nos canos, porque era muito primário. Um parafuso só) e remontei. O gatilho deu um trabalhão, porque a mola soltou e eu não conseguia recolocar a mola no suporte. Examinei cuidadosamente a peça e descobri um pequeno furo na haste e – EUREKA! – percebi como eles montam. Passei um pino pelo furo e girando a mola, ela foi retraindo até ficar todinha encolhida. Depois de montado, retirado o pino, o mecanismo funcionou.

Também deu um trabalhão alinhar o furo do gatilho e do cão com o corpo da arma, mas no final essa parte ficou perfeita. Só não consegui montar uma peça da alimentação da arma que sobrou no final da montagem. Não fazia mal, porque a arma será, pelo menos teoricamente, destruída.
Por via das dúvidas, esmerilhei o pino do percursor, e assim capei a arma. Agora é o Belo Antonio… Os outros dois revólveres também passaram pelo mesmo tratamento – esmerilhei o percursor do cão, inutilizando as armas. Se forem desviadas – nunca se sabe – quem as receber vai, pelo menos, ter algum custo para consertá-las.

Uma vez decidido quais armas seriam rendidas ao governo, emiti as competentes guias de transporte e dirigi-me à Inspetoria da Guarda de Cemitérios e Mausoléus para realizar a entrega.

Sexta-Feira. 17:30 hs. Pergunte: Conseguiu entregar? Não, naturalmente. Mas, um funcionário informou que eu poderia voltar no domingo, quando o armeiro estaria de plantão e receberia as armas. Como a guia de transporte vencia no dia 8, segunda-feira, preferi passar pelo posto no domingo, pois segunda é sempre mais complicado.

Domingo. 10:00hs. Pergunte: Consegui entregar? Não, naturalmente. Dessa vez o funcionário estava de plantão, mas eles não recolhem armas aos domingos. O sistema da PF não funcionava, a xerox estava fechada e não seria possível emitir os comprovantes de entrega.
Depois de ouvir a lenga-lenga de reclamações contra a PF que teria mudado o protocolo, perguntei se poderia trazer na segunda feira, e fui informado de que também não seria possível por problema de plantão do encarregado.
Perguntei se poderia então levar na terça-feira e se ele poderia perguntar ou pedir ao Inspetor a autorização para recolher as armas em domicílio.

Terça-Feira. Liguei de manhã e fui informado que o Inspetor Aldo não se encontrava e também que não seria possível entregar as armas, mesmo que emitisse a guia de transporte, porque o armeiro encarregado da recepção estava de guarda e não poderia deixar o seu posto.

Liguei novamente à tarde e finalmente eles concordaram em mandar uma viatura recolher as armas. Confesso que insisti nisso por uma questão de princípio apenas, porque de toda forma tive que acompanhar a viatura em meu carro para ultimar a entrega no posto de recolhimento. Eu podia ter emitido novas guias de trânsito e ido até lá sem problemas.

A entrega foi finalmente realizada e os vouchers no valor total de R$ 600.00 me foram entregues como indenização pelas armas rendidas.

Como podem ver, uma ideia que pode até ser boa (não vou discutir os aspectos políticos dela) encontra percalços na execução, diante da desorganização e desinformação dos órgãos envolvidos.

Agora, só me resta desapegar da última arma que possuo – uma PT57 linda – e rendê-la também ao governo…

Published in: on janeiro 12, 2018 at 10:06 am  Deixe um comentário  
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PRIMEIRO CONGRESSO NACIONAL DAS LOJAS DO RITO MODERNO

19/05/2018

Curitiba – Paraná

Agenda

Cronograma de atividades

07:00 às 07:50 – Entrega das credenciais

08:00 às 08:20 – Abertura do evento

Grão Mestre do GOP-PR Ir.: Rubens Martins

08:25 às 08:40 – Introdução

Ir.: Gustavo Patuto (GOP-PR)

08:40 às 09:10 – História do Rito Moderno e as reformas ritualísticas

Ir.: Divino Ribeiro (GOP-PR)

09:10 às 10:00 – Coffee Break

10:00 às 10:30 – Rito Moderno no Brasil

Ir.: Cleber Vianna (GOEB-BA)

10:30 às 11:00 – Desafios de implantação e perpetuação do Rito Moderno na GLESP

Ir.: Octaviano Galvão Neto (GLESP)

11:00 às 11:30 – Lojas Universitárias ou Fraternidades Acadêmicas

Ir.:  Marco Piva (GOB-SC)

11:30 às 13:00 – Almoço

13:00 às 13:30 – Programa de formação de instrutores maçônicos

Ir.:  Vicente Sarubbi (GOMS)

13:30 às 14:00 – Qual a contribuição que o Rito Moderno pode trazer para uma potência?

Ir.: João Krainski (GOP-PR/COMAB)

14:00 às 14:30 – As mudanças da maçonaria em função das novas tecnologias

Ir.: Alaor  Tissot (GOSC)

14:30 às 15:30 – Coffee Break

15:30 às 16:00 – A ética e a moral

Ir.: Walter Celso de Lima (GOB/SC)

16:00 às 16:30 – O Rito Moderno e as religiões

Ir.: Arthur Aveline (GOB/RS)

16:30 às 17:00 – Porque ser maçom e praticar o Rito Moderno?

Ir.:  Ismael Mamede (GOP/SP)

17:00 às 18:00 – Encerramento e entrega dos certificados

Local e Data

A primeira edição ocorrerá em Curitiba/PR no dia 19/05/2018 na Rua Antônio Martin de Araújo, 391 – Jardim Botânico – CEP: 80210-050

Inscrições: R$ 90,00* – VAGAS LIMITADAS
Inscrições até o dia 31/03/2018.

APOIO:  GRANDE ORIENTE DO PARANÁ – COMAB/CMI

*(Inclui almoço livre, 2 coffee breaks, apostila e certificado do evento).

 

Acomodações

Os participantes gozarão de preços especiais no Hotel MabuRua 15 de Novembro 830  – Quarto Individual R$ 199.00+15%   e Quarto Duplo R$ 229.00+15% – preços válidos de 18/5 a 20/5. Após esse período as tarifas serão cobradas a preço normal.

O Hotel BourbonRua Cândido Lopes, 102 –  também oferece descontos que serão oportunamente divulgados.

As reservas deverão ser feitas diretamente pelo interessado mediante código de bloqueio que será fornecido com a confirmação da inscrição.

Os custos aéreos variam de R$ 220.00 a R$ 357.00.

Inscrições, Informações e Contato

Ir.: Gustavo Patuto – Comissão Organizadora 2018 –
(41) 99900-8601 (Whatsapp)

Inscreva-se  AQUI

Published in: on janeiro 5, 2018 at 8:35 am  Comments (2)  
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Projetando Felicidade: O pêndulo Prazer-Propósito

Tradução J. Filardo

“O que eu desejo para meus netos” – Daniel Kahneman

A maioria dos livros sobre a felicidade decepciona.

Uma exceção rara é Felicidade por projeto, um pequeno volume publicado por Paul Dolan, professor de Ciência do Comportamento na London School of Economics.  O vencedor do Nobel e autor de best-sellers, Daniel Kahneman o chama de “ousado e original”. Mas o que, exatamente, é ousado e original nele?

Experiências ou Avaliações?

Tradicionalmente, muitas vezes medimos a felicidade perguntando às pessoas como elas estão satisfeitas com suas vidas.

Isso parece justo, mas há um problema. Não podemos confiar em nossas lembranças.

Quando eu reflito sobre o quão feliz eu fui, eu estou avaliando - eu relembro uma imagem do passado e a processo. Mas a psicologia nos diz que minha avaliação é muito, muito diferente de minha experiência - a vida como eu a vivo de momento a momento.

Há uma série de vieses cognitivos - efeito de pico final, viés egocêntrico, efeito de positividade, viés de mudança, etc. – que nos fazem lembrar diferentemente de como nós experimentamos.

Isso significa que (no pior caso), apesar de viver miseravelmente por 20 anos, podemos então avaliar experiências passadas como felizes.

 

Leia mais em  O pêndulo

Published in: on janeiro 1, 2018 at 10:45 am  Deixe um comentário  
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A Maçonaria Mista é inevitável ?

Contribuição do Ir.’. José Maria B. Batalla
Loja Fernando Pessoa, 4001
GOSP/GOB – RM – São Paulo

Tradução J. Filardo

Por Solange Sudarskis 

 

Ir.’. Maria Deraismes do Droit-Humain

O que se pode ver?                                                             

Basta, portanto, passar diante de uma escola ou colégio na hora da saída. Os jovens se atropelam, meninos e meninas misturados, mais apressados uns que outros ao passar pela porta e se reencontrar fora. A escola nos oferece seu fluxo da diversidade; diversidade social, étnica, cultural e, naturalmente, de gênero (sem mistura de idade e por uma boa razão). Depois, gradualmente formam-se grupos de fofocas, de amizade. O movimento se organiza por grupos de afinidade, onde se observa a separação de gênero, as meninas e meninos juntos, mas separados, formando pequenos bandos unisex, alguns namorados, embora testemunhas de uma proximidade mista ao redor deles, amiguinhos e amiguinhas. Com sua liberdade, a juventude se agrupa; os clãs se formam rompendo a diversidade do interior da escola.

Os professores saem um pouco mais tarde, a maioria são mulheres.

Vamos agora a um lugar da competição esportiva. Oh, mas as equipes participantes são exclusivamente masculinas ou femininas! Nada de diversidade no campo (exceto no tênis de duplas mistas). Os espectadores são em sua maioria homens.

Aqui estão dois exemplos das muitas questões que podem surgir sobre o tema da diversidade de gêneros.

O que precisa ser entendido por diversidade de gênero?

Em uma sociedade, a diversidade de gênero traz à mente imediatamente a noção de mistura com base em diferentes critérios: gênero, nível social, cultura, etnia, religião (ou não), associação a um compromisso político, nacionalidade …

No alvo de uma reflexão sobre este tema na Maçonaria, nos ateremos a somente um critério controverso, que é o do gênero.

 

Continue a leitura em:  LOJAS MISTAS SERÃO UMA REALIDADE NA MAÇONARIA?  QUANDO?

 

Inclua na sua biblioteca:

enfngmjbjocpflal

Livro essencial na biblioteca do maçom estudioso. Pode ser adquirido em papel ou eletrônico no site da Amazon.com

Restaurantes Usam Psicologia de Menu para fazer você gastar mais dinheiro: Aqui estão 7 técnicas para evitar ser feito de bobo

Tradução J. Filardo

Por Melissa Kravitz/AlterNet

Especialistas desconstroem o processo de criação de menu para ajudá-lo a pedir o que você realmente deseja.

O que você preferiria pedir? Uma tigela de macarrão com queijo de $ 10 ou uma fritada de massa cozida com quatro queijos artesanal coberta com pão ralado de $ 12?
Para muitos, o jantar está nos detalhes. O fraseado, colocação, preço e outros elementos menos óbvios de apresentar cada prato em um menu de restaurante podem influenciar um pedido de refeições de forma que os clientes não têm sequer consciência.
“Seres humanos são criaturas visuais, antes que vejamos ou cheiremos qualquer coisa, nós olhamos para ela”, diz Cenk Fikri, diretor e fundador da consultoria de restaurantes Cenk Fikri Inc., que consulta chefs para projetar menus que vendem pratos com uma grande margem de lucro.
O Instagram ajudou nas habilidades dos clientes de visualizar e predeterminar se um prato vale a pena pedir antes mesmo de pisar no restaurante. Recentemente, encontrei dois colegas para o almoço, nenhum dos quais abriu o menu do restaurante em que nenhum de nós já havia estado antes, já que o popular aplicativo de compartilhamento de fotos já havia guiado suas escolhas de refeições. Mas o layout e os gráficos estrategicamente atraentes, ainda que sutis em um menu, podem ter uma influência muito maior sobre seu pedido do que você percebe.
Pronto para sair do ciclo de gastos elevados da psicologia do cardápio? Deixe os especialistas desconstruírem o processo de criação do cardápio para ajudá-lo a comer o que você realmente anseia durante sua próxima refeição fora de casa.

Leia mais em:  Psicologia de Cardápio

Published in: on dezembro 16, 2017 at 2:55 pm  Deixe um comentário  
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A Arte da Memória e Maçonaria

Tradução J. Filardo

por Clarence A. Anderson

O Pensador, Rodin

Quando um candidato entra no caminho iniciático da Maçonaria, uma das primeiras coisas que ele descobre é que há uma grande quantidade de memorização envolvida. Os oficiais executam o ritual de memória, e longas palestras memorizadas lhe são apresentadas. Finalmente, talvez para sua consternação, ele descobre que deve memorizar um diálogo antes que possa avançar para o próximo grau.

Por que a memorização é tão importante em Maçonaria? Como a prática de decorar o ritual entra na Maçonaria? A memorização ainda tem valor nos tempos modernos? Considerando a importância tradicionalmente dada à memória na Maçonaria, surpreendentemente pouco foi escrito sobre isso. Uma busca em enciclopédias maçônicas e livros de referência revela praticamente nada.

Leia mais em:

A Arte da Memória e Maçonaria

A regra dos 20%: Aplicando o segredo de Benjamin Franklin e Isaac Newton

Tradução J. Filardo

Por Zat Rana

Brincando na interseção de ciência, arte e negócios. Eu escrevo para reduzir o ruído.
http://www.designluck.com.  CNBC, Business Insider interno, World Economic Forum, etc.

 

O termo Eureca foi usado pela primeira vez pelo matemático grego Arquimedes.

Ele estava entrando no banho quando percebeu que o nível da água aumentou quando ele entrou na banheira. Sua constatação repentina foi que o volume de água deslocada devia ser igual ao volume da parte de seu corpo que ele submergiu.

Conforme se conta, ele gritou“Eureca!”duas vezes em seguida, para comemorar. A palavra agora é comumente usada para reconhecer uma descoberta repentina ou invenção.

Leia Mais em  A Regra dos 20%

Ordem DeMolay

 

 

O que é a Ordem DeMolay

A Ordem DeMolay é uma das maiores organizações juvenis do mundo, e a maior com fins filosóficos, filantrópicos, e sem fins lucrativos, já tendo iniciado desde de sua origem, mais de 2,5 milhões de jovens. Trabalha alicerçada na máxima de que “educando-se o jovem estaremos nos eximindo da tarefa de ter que castigar o adulto”. Fundada em 18 de março de 1919 em Kansas City, Missouri, EUA, tem como objetivo formar jovens de 12 à 21 anos de idade, melhores cidadãos e líderes através do desenvolvimento e fortalecimento da personalidade e enfatizando virtudes indispensáveis para a boa conduta social. Ao contrário do que muitos pensam, nós não somos uma instituição Maçônica Juvenil, mas, unificada e dirigida por Maçons, organizada em sua origem como Supremo Conselho Internacional da Ordem DeMolay, em Kansas City, EUA.

A Ordem DeMolay não tem a pretensão e não deseja tomar o lugar do Lar, da Igreja ou da Escola nessa busca do aperfeiçoamento, mas coadjuvá-los com um programa de ensinamentos, visando uma boa cidadania à seus membros. É baseado no espírito de fidelidade, liderança, responsabilidade e busca de um ideal que a Ordem DeMolay trabalha os valores e virtudes de seus membros, na busca de um mundo mais digno e justo para todos, sem distinções. Os ensinamentos da Ordem orientam seus membros a se dedicar à felicidade de seus semelhantes, não só porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esse sentimento de solidariedade os faz irmãos.

E quanto mais isto se intensifica, os países do mundo inteiro ficam mais próximos uns dos outros, ligando-se através dos jovens DeMolays que desenvolvem as Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay: Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia (educação), Companheirismo (amizade), Fidelidade, Pureza e Patriotismo. Assim, mais importantes se tornam as atividades e os esforços para alcançarmos a verdadeira compreensão mútua dos valores culturais e sociais de cada nação, independentemente de origem, raça, cor, nacionalidade, religião, língua e sexo.

Quando um jovem ingressa na Ordem DeMolay várias coisas passam em sua cabeça, como a idéia da grande responsabilidade que assumiu em estar entrando para “o maior exército de jovens do mundo”; pode parecer muito, mas dali já se forma a mente de um futuro líder que irá lastrear sua conduta aos moldes de Nossa Ordem.

Atualmente a Ordem DeMolay está presente em 13 países dos quais podemos destacar Brasil, Estados Unidos, Austrália, Japão, Itália e Alemanha e outros países desejam implantar a Ordem como Inglaterra, França, Índia e Noruega. Além dos Estados Unidos mais 5 países tem Supremo Conselho próprio incluindo o Brasil.

 

O que a Ordem DeMolay significa? 

A Ordem DeMolay é uma organização para jovens entre 12 e 21 anos de idade, tendo estado ativa por mais de 80 anos e se orgulha de ser uma sociedade fraternal-juvenil de milhões de membros.

Seu patrono, Jacques DeMolay, foi expedicionário das Cruzadas, no século XIV. Foi queimado no poste por não trair seus irmãos e seguidores. Do seu exemplo, a Ordem DeMolay aprendeu a lição e importância da honestidade, da lealdade e do amor fraterno. Nós reverenciamos sua memória e tentamos viver nossas vidas baseados nestes princípios e ideais, com os quais qualquer jovem pode conviver. Possui em seu fundamento 7 princípios essenciais, os quais chamamos de Virtudes Cardeais de um DeMolay: Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo.

 

O que a Ordem DeMolay pode fazer por um jovem? 

Os propósitos da Ordem DeMolay são muitos: sociais e de caráter construtivo. Pode-se dizer que as atividades são variadas, sempre com algo para todos. Na Ordem DeMolay o jovem é encorajado a se expressar e fazer suas opiniões conhecidas; falar com outros jovens e discutir problemas comuns à juventude.

Também na Ordem DeMolay o jovem será ajudado a se tornar um tipo de pessoa que será um crédito para a sociedade, não por ser forçado a isso, mas porque sentirá uma vontade própria, porque esta é a coisa certa a fazer, como homem e como DeMolay. Com as pressões de hoje sobre o jovem e as exigências postas sobre eles, cabe-lhes o direito de serem chamados de jovens e como resultado, o mundo tem o direito de esperar que eles conduzam suas vidas de acordo.

A Ordem DeMolay tem o poder de alistar jovens de bons princípios e transformá-los em líderes, dando-lhes ensinamentos e leis diárias para dirigir os rumos de suas vidas e até de sua nação. Cada novo DeMolay é um líder em potencial: falta-lhe apenas o devido treinamento.

 

Como um jovem se qualifica para se tornar um DeMolay? 

Para adentrar a esta grandiosa organização de jovens é necessário, sobretudo, a crer em um Deus, independente de qualquer religião. No entanto, vale ressaltar que a Ordem DeMolay não é uma religião. O jovem deve também trazer consigo os sete princípios básicos da Ordem DeMolay. E se algum jovem abraça estas Sete Virtudes, com certeza não passará desapercebido pela Ordem DeMolay.

Fonte: Ordem De Molay

Published in: on dezembro 6, 2017 at 9:45 am  Comments (3)  

Em defesa da preguiça

Tradução J. Filardo

por  Charles Chu

 

Pessoas preguiçosas fazem melhores líderes.

Essa era a crença de Kurt von Hammerstein-Equord, um famoso general alemão conhecido por sua oposição ao regime nazista.
Uma citação, de Os Silêncios de Hammerstein:
“Eu divido meus oficiais em quatro grupos. Há oficiais inteligentes, diligentes, estúpidos e preguiçosos. Geralmente, duas características são combinadas. Alguns são inteligentes e diligentes - seu lugar é o Estado-Maior. O próximo lote é estúpido e preguiçoso - eles representam 90 por cento de todo exército e são adequados para tarefas rotineiras. Qualquer um que seja inteligente e preguiçoso está qualificado para os mais altos deveres de liderança, porque possui a clareza intelectual e a compostura necessária para decisões difíceis. É preciso ter cuidado com alguém que é estúpido e diligente -  não lhe deve ser confiada com nenhuma responsabilidade porque ele sempre causará somente prejuízos”.
Para Hammerstein, era melhor para um líder ser inteligente epreguiçosodo que inteligente e trabalhador.
Mais tarde, vamos ver por que.
Primeiro, porém, vamos pensar sobre pessoas estúpidas.
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Fuja do seu médico

Anos atrás, como estudante no Japão, senti-me doente.
Minha mãe anfitriã - ou melhor, avó, pois ela estava bem perto dos oitenta - ofereceu-me seu melhor remédio médico.
Ela desapareceu na cozinha e, pouco depois, voltou com uma longa cebola verde, conhecida no Japão como negi.
“Para que serve isso?” Perguntei, em japonês estropiado.
“É para o seu resfriado”, disse ela.
“Oh”, eu disse. “Você vai fazer uma sopa?”
“Não.” Ela sorriu. “Eu vou amarrá-la ao redor do seu pescoço”.
Eu pisquei. Eu era um convidado e não havia nenhuma maneira de eu expressar meu ceticismo. Então fiquei quieto, deixei que ela envolvesse o vegetal fedido ao redor do meu pescoço. Poucos dias depois, meu resfriado desapareceu.
Aha! Prova de que vegetais no pescoço curam o resfriado comum!
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Os céticos gostam de criticar esses remédios populares como irracionais e semelhantes aos rituais de vudu utilizados por velhas avós e outros tolos que não entendem a ciência.
Mas acho que eles não percebem alguma coisa.
Primeiro, minha simples crença na cura aumenta a função imunológica, melhorando minha recuperação de maneiras que a medicina moderna não faz. De fato, tais placebos parecem funcionar, mesmo que eu saiba que o vegetal não me fará qualquer bem - até mesmo os céticos se beneficiam.
Em segundo lugar, e mais interessante, o remédio caseiro me mantém longe do médico.
Para ser atendido por um médico no Japão, eu tenho que esperar por horas, enquanto cercado por idosos catarrentos, portadores de vírus. Quando consigo ver meu médico, ele (é sempre um ele) balança a cabeça distraidamente por dois minutos, escreve algo em um bloco de papel e me dispensa com uma receita para um monte de pílulas.
As pílulas podem aliviar meus sintomas, mas isso também podem ter desvantagens invisíveis difíceis de detectar.
Tomemos os antibióticos, por exemplo. Um adolescente que os toma para se livrar da acne pode ser amaldiçoado com problemas intestinais para o resto da vida.
Este não é um ceticismo ingênuo, mas uma apreciação das consequências imprevisíveis de se meter com um sistema complexo: a medicação traz benefícios imediatos e visíveis, mas pode vir com riscos retardados e invisíveis.
Às vezes, a maneira mais rápida de se recuperar é não fazer nada.
Este é um exemplo do que o filósofo Nassim Taleb chama de iatrogenica - quando fazemos mais mal do que bem com nossas intervenções.
Como o cara preguiçoso diz: “Se não está quebrado, não conserte.”
Da mesma forma, von Hammerstein entendeu que a pior coisa que você pode ter é um idiota trabalhador que fica criandomais trabalhe para todos os outros.
No Japão, os empregados tendem a serem contratados para toda a vida. Quando um gerente inteligente descobre que você é um fracasso total no local de trabalho - apesar do seu diploma da Universidade de Tóquio e suas notas altíssima em testes - você é imediatamente transferido para o interior (longe de sua esposa e filhos) para minimizar os danos que você provoca para a empresa.
Mas vamos nos dar o benefício da dúvida.
Você é inteligente, trabalhador e bonito. Existe um motivo para ser preguiçoso, muito trabalhador e bonito?
A Vantagem da preguiça
Em seu excelente livro The Wiki Man, Rory Sutherland - vice-presidente do Grupo Ogilvy UK - argumenta que aqueles de nós que são obcecados com a produtividade e eficiência entendem mal um ponto essencial:
“Se você dedica sua vida a eliminar o lixo, você, sem dúvida, terá sucesso de uma forma suja. Mas, juntamente com o lixo, você estará eliminando talvez 90% de algo muito mais importante - suas chances de ter muita sorte. Se você evita beijar sapos, não terá muita chance de encontrar um príncipe. Isso pode explicar por que os atuários muito raramente se tornam estrelas de rock”.
Nós queremos acreditar que grandes coisas vêm do trabalho árduo, do planejamento cuidadoso, da ação direcionada. Mas isso, em parte, nos faz subestimar o quanto da vida é motivado pela sorte:
“O ponto é simples. Se você olhar para todos os avanços realmente importantes feitos em qualquer campo, o que você encontrará é que a conexão não planejada, não intencional ou fortuita desempenha um papel tão importante quanto a planejada, processada e organizada. É por isso que, bastante cedo, a Microsoft colocou quadros brancos ao longo dos corredores no campus de Redmond; pois eles descobriram que os encontros acidentais que ocorriam nos corredores eram de fato mais produtivos do que as reuniões agendadas que aconteciam nas salas de reunião “.
Em The Black Swan, o filósofo Nassim Taleb apresenta um exemplo (entre muitos outros no livro) de tal descoberta por pura sorte - o laser:
“O laser é uma ilustração primordial de uma ferramenta feita para um propósito específico (na verdade nenhum propósito real) que então encontrou aplicações que nem sequer sonhavam na época. Era uma “solução típica em busca de um problema”. Entre as primeiras aplicações estava a costura cirúrgica de retinas descoladas. Meio século depois, The Economist perguntou a Charles Townes, o suposto inventor do laser, se ele tinha tido as retinas em mente. Ele não tinha. Ele estava satisfazendo seu desejo de dividir feixes de luz, e isso era tudo. Na verdade, os colegas de Townes o provocaram bastante sobre a irrelevância de sua descoberta. No entanto, apenas considere os efeitos do laser no mundo ao seu redor: CD’s, correções de visão, microcirurgia, armazenagem e recuperação de dados - todas essas aplicações imprevistas da tecnologia. Nós construímos brinquedos. Alguns daqueles brinquedos mudam o mundo.”
O que aprendemos
Um último ponto sobre a preguiça.
Algumas pessoas dizem: “Não fique aí parado, faça alguma coisa!”
Mas não é claro para mim se a ação sem prudência - esforço insensato de idiotas com boas intenções - é a maneira de tornar o mundo um lugar melhor.
Talvez também faça sentido dizer: “Não faça nada, fique aí!”
Se você é trabalhador e inteligente, talvez haja um motivo para evitar todo o blablabla sobre produtividade, eficiência, trabalho árduo, ação constante, etc. e, em vez disso, fique em casa nas sextas-feiras, discuta com os amigos durante o jantar e libere mais tempo para simplesmente fazer o que lhe interessa.
E se você é trabalhador e estúpido, bem, você sempre pode trabalhar menos e depois pedir ao seu chefe um aumento; ‘)

Published in: on dezembro 3, 2017 at 10:32 am  Comments (2)  
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