O Papel do Símbolo no Rito Moderno

 

Ir.’. Joaquim G. Santos,
Membro da Loja de S. João Fiat Lux nº 537, Oriente de Lisboa, filiada ao G.’.O.’.L.’..
https://independent.academia.edu/joaquimSantos4

 

No âmbito do debate Maçônico, quando se conjugam Simbolismo e Rito Francês emergem frequentemente alguns lugares comuns, que não são mais do que o reflexo de ideias que se foram cristalizando ao longo do tempo, tendo vindo a alimentar várias vulgatas e preconceitos, sobre o caráter mais ou menos simbólico deste Rito.

Entre Irmãos praticantes de Ritos com expressão litúrgica mais extensa (tais como o REAA ou o RAPMM) predomina a opinião de que o Rito Francês é simbolicamente mais pobre, fundando-se a mesma sobretudo no aspecto mais “despojado” dos seus Rituais de Loja Azul.

Pelo contrário, muitos Irmãos obreiros de Lojas Francesas defendem que o mesmo se trata de uma forma mais ligeira e pragmática de fazer Maçonaria, na qual se perde menos tempo com aspectos simbólicos e rituais extensos, que já não são importantes para o aqui e agora.

O que há de verdade nestas suposições e, em que medida na prática atual, se deve contextualizar o papel do Símbolo no Rito Francês?

Para se tentar encontrar respostas para estas questões, teremos de as enquadrar num âmbito mais vasto, que passa naturalmente por uma reflexão relativa à função do Simbolismo na Maçonaria, em geral.

Leia mais em:  SIMBOLISMO NO RITO MODERNO OU FRANCÊS

O ABC da Falsa Empatia

Tradução J. Filardo

Charles Chu
Repensando o óbvio.

Empatia: o que é, o que não é, e como cultivá-la.

A empatia nunca me veio naturalmente.

Quando adolescente, sentia como se houvesse uma barreira psíquica, uma parede invisível de vidro emocional, que me impedia de cultivar amizades, de sentir como se eu pertencesse a alguma coisa. Durante muito tempo, culpei os outros por isso. Mais tarde, me dei conta da verdade - eu mesmo havia construído a parede; a solidão, era minha própria recompensa.

Para mim, a empatia sempre foi uma habilidade e não um talento. O que aprendi, aprendi com a prática - e parte dessa prática sempre envolveu livros.

Uma leitura interessante que explora a empatia é a coleção de ensaios de Leslie JamisonOs Exames de Empatia: Ensaios, que estreou em 11º lugar na lista de best-sellers do New York Times.

Para entender o que é empatia e como cultivá-la, ajuda entender primeiro o que ela não é.

Leia mais em  ABC DA FALSA EMPATIA

Published in: on fevereiro 12, 2018 at 12:26 pm  Comments (1)  
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Quando a Estrela Polar encontra o fio do prumo

Tradução J. Filardo

Por Ronan Loaëc

 

Depois de visitar cerca de duzentos Orientes para a realização do livro que Ludovic Marcos e eu acabamos de publicar sobre os templos maçônicos (edições Dervy), encontramos muitos “objetos estranhos”, ou mesmo improváveis, que testemunham uma má interpretação pelos “especulativos” das ferramentas utilizadas pelos “operativos”. O fio de prumo é, com frequência um deles!

Nós já tínhamos evocado alguns exemplos no tema “pó de polimento”, entre eles o da pedra cúbica pontuda *. Este elemento simbólico improvável não pertence a nenhum corpus de construção e simplesmente testemunha o fato de que o maçom especulativo nem sempre dispõe de conhecimento técnico que permita compreender em profundidade as ferramentas e símbolos de origem operativa que perderam o seu significado original e sua coerência no decorrer do “transplante”.

O fio dos construtores

Esta abordagem pelo tamanho da pedra nos leva diretamente ao fio de prumo.

Sobre o tapete de loja tradicional, nos séculos XVIII e XIX, o fio de prumo não figura como tal. Existem ali duas ferramentas de controle que usam o mesmo princípio, o princípio de gravitação que estende o fio preso a uma massa em direção ao centro da Terra: a perpendicular (que serve de joia de função ao segundo vigilante) e o nível (joia do primeiro vigilante).

 

Ler mais em: O FIO DO PRUMO

Paganismo moderno em Portugal

wicca

Por Rita Cipriano

De acordo com o inquérito “Percepção do Paganismo em Portugal”, a maioria dos pagãos em Portugal são mulheres, entre os 20 e os 40 anos, com habilitações académicas acima da média e uma tendência demarcada para os cursos na área das Ciências Sociais (50%), sobretudo relacionados com História. O Culto da Deusa (todas as religiões pagãs reconhecem a existência de uma divindade feminina, com origem no culto ancestral da deusa-mãe), as Tradições Celtas e o Wicca — três dos muitos caminhos que existem dentro do Paganismo modernos —, que remonta aos anos 40 quando as formas sobreviventes de adoração pré-cristã foram descobertas pelo britânico Gerald Gardner, como explica o site da PFI Portugal, são as vertentes mais praticadas em Portugal. “A primeira leva do Wicca surgiu há umas décadas e depois deu origem a uma segunda que começou a prestar mais atenção às tradições do passado, há mitologia, os diferentes cultos, sejam celtas ou nórdicos. E agora, ao que me parece, é o que está a crescer a toda a força — as pessoas começam a ir mais para aí. O que vão buscar é sobretudo a mitologia, as lendas, os costumes populares”, explicou Mário Pinto.

Existe ainda uma percentagem significativa de inquiridos que admitiu conhecer e interessar-se pelos Cultos Nórdicos, que seguem a mitologia nórdica e os seus muitos deuses e deusas. Pode parecer estranho tendo em conta a realidade portuguesa, mas os dois investigadores acreditam que faz todo o sentido porque trata-se de um conjunto de tradições que “vai bater em sítios muito comuns, pelo menos na vertente tribal”, explicou Mariana Vital. Para Mário Pinto uma das “conclusões engraçadas” do estudo é a de que “muitas das [vertentes mais] referidas são também aquelas em que a prática pode ser o que nós quisermos”. “Há um enorme grupo que se sente à vontade com tradições que pode ser eles próprios a definir — como é que a quer praticar.” E depois surgem “o grupo definido de tradições estabelecidas”, como o Wicca ou o Druidismo.

 

Leia a matéria completa em  PAGANISMO EM PORTUGAL

Published in: on fevereiro 5, 2018 at 3:23 pm  Comments (2)  
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Considerações sobre o Rito Moderno ou Francês

Ir.·. Antonio Onias Neto - M .´. I .´. (+ 2013)
Ex-Sob.·. Gr.·. Insp.·.
Geral do Supr.·. Cons.·. do R.·. M.·.

Muito se critica e pouco se conhece a respeito do Rito Moderno ou Francês. Uma das mais infantis acusações (?) ou afirmativas gratuitas que se faz sobre o Rito é ser ele ATEU. É lamentável que maçons, que deveriam conhecer um pouco de filosofia e teoria do conhecimento, façam confusão entre ateísmo e agnosticismo. O Rito Moderno, por saber que a atitude filosófica da Maçonaria é a pesquisa constante da verdade, e por outro lado, ao ver que a verdade, para que seja considerada em todo o seu sentido, deve ser absoluta e infinita, abraça a corrente de pensamento que reconhece a impossibilidade do conhecimento do Absoluto pelo homem em sua finitude e relatividade, ou seja o AGNOSTICISMO. Afirmando assim uma posição de humildade perante o Absoluto, o que deveria ser característica de todo Maçom.

Acrescente-se mais que o Gnosticismo, como teoria da possibilidade de conhecimento (não confundir com os chamados "Gnósticos" do início da Era Cristã), afirma que é possível conhecer o absoluto. Ora, o Ateísmo, ao afirmar categoricamente a inexistência de Deus, pertence à corrente gnóstica, posto que, nessa assertiva, mostra ser possível conhecer o Absoluto, donde podemos concluir que o ateu jamais será agnóstico e o agnóstico não pode ser ateu, pois suas teorias da possibilidade do conhecimento se chocam frontalmente.

Por outro lado, há religiões, como o Budismo, que, em sua origem, tomam uma posição agnóstica, não se preocupando em explicar o Absoluto, reconhecendo a impossibilidade de definí-lo. Desta forma, o Rito Moderno acolhe em seu seio, sem nenhum constrangimento, irmãos das mais diversas profissões religiosas e filosóficas, posto que, mesmo sendo ele agnóstico, não impõe aos seus membros o agnosticismo, mas exige deles uma posição relativa quanto à possibilidade de que outros Irmãos, que abraçam outra filosofia, estejam certos, ora quem é dono da verdade não tem necessidade de pesquisá-la ou procurá-la.

Outra afirmativa que se faz sobre o Rito Moderno é sua anti-religiosidade, o que não passa de outra confusão, que os dicionários, se consultados, ajudariam a esclarecer. O prefixo "anti" quer dizer "contra". O que melhor caberia para o Rito é o prefixo "a", que significa "inexistência", "privação"; e é empregado no sentido de eqüidistância entre o "a favor" e o "contra". A maçonaria é eqüidistante das religiões, não é uma seita religiosa, e os Irmãos que assim a tornam são, evidentemente, ou aqueles que procuram desvirtuá-la, ou aqueles que insatisfeitos com suas religiões procuram na Maçonaria uma nova religião ou a compensação para as suas frustrações místicas.

E, é baseado na eqüidistância perante as religiões que o Rito Moderno não adota a existência da Bíblia no Triângulo de Compromissos, Altar de Juramentos para outros Ritos. Os defensores da colocação da Bíblia alegam que deve haver um "livro da lei revelada". Ora, a Bíblia só passou a ser adotada em algumas Lojas a partir de 1740, antes disso Anderson e os demais Maçons aceitavam a obrigação do "Livro da Lei", Lei Maçônica, Lei Moral. Acrescente-se, ainda, que existem religiões, tais como a Umbanda, o Candomblé, a Pajelança, e outras, com diversos adeptos entre nós, que possuem um livro da lei revelada, cuja tradição é oral. Perguntamos, que livro religioso se colocaria na presença de tais Irmãos?

Vemos constantemente Irmãos Judeus e Muçulmanos, quando Iniciados e em suas exaltações, compelidos a jurarem sobre a Bíblia Cristã, em tradução Católica ou Protestante, numa autêntica violação de suas consciências e dos princípios maçônicos, ou numa prova de que tais juramentos são falsos. Nosso "Livro da Lei" são os princípios da Sublime Ordem, quando muito as Constituições das Potências às quais pertença a Loja, onde constam tais princípios, ou, ainda, as Constituições de Anderson, em sua redação original, que deu origem à institucionalização da moderna Maçonaria. Aproveitamos para transcrever o artigo primeiro da Constituição de Anderson, que é bastante claro a respeito do assunto: "O Maçom está obrigado, por sua vocação, a obedecer a Lei Moral, e se compreender seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu nem em um irreligioso libertino. Apesar de nos tempos antigos os Maçons estarem obrigados a praticar a religião que se observava nos países em que habitavam, hoje crê-se mais conveniente não impor-lhes outra religião senão aquela que todos os homens aceitam, e dar-lhes completa liberdade com referência às suas opiniões particulares. Esta religião consiste em ser homens bons e leais, quer dizer, homens honrados e probos, seja qual for a diferença de denominações ou de convicções. Deste modo, a Maçonaria se converterá em um centro de União e é o meio de estabelecer relações amistosas entre pessoas que, fora dela, teriam permanecido separadas".

Após a leitura deste texto, muito pouco se poderá acrescentar a respeito, além de que há religiões que não permitem ao homem se ajoelhar perante seu semelhante, como exigem alguns Ritos, o que não é permitido no Rito Moderno. Mais uma vez o Rito prova, com sua atitude, ser eqüidistante e respeitar a religião de todos os Irmãos. Bom seria que os Irmãos, que se intitulam religiosos, estudassem um pouco a história e o conteúdo de outras religiões além das nossas, saindo de uma posição sectária, proibida pela Ordem.

Outra "terrível" acusação que se faz ao Rito é não invocar e tampouco adorar o "GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO", tendo inclusive evitado o uso de seu nome nos Rituais. Ora, meus Irmãos, por mais boa vontade de que possamos estar imbuídos, jamais deixaremos de invocar as entidades religiosas a que estamos ligados dentro de termos e Rituais próprios de nossa religião, e, estaremos desta forma sempre ferindo e violando as crenças e as formas de adoração de outros Irmãos. Deixemos as adorações e as invocações para fazê-las em nossas Igrejas, nossas Sinagogas, nossos Templos religiosos, nossos Centros, nossos Terreiros, nossas Casas e evitemos fazê-las em Loja, onde temos a obrigação de não forçar qualquer Irmão a repetir fórmulas com as quais sua consciência não possa concordar.

Quanto ao não uso do nome do Grande Arquiteto do Universo nos Rituais: este uso só começou a ocorrer a partir da Convenção de 1877, por conclusão do relator da proposta de exclusão do seu uso nos Rituais do Grande Oriente de França, e, é bom lembrar que este Irmão relator era um religioso, o pastor protestante Frederico Desmons. Este foi o grande motivo para que a Grande Loja Unida da Inglaterra rompesse relações com o Grande Oriente de França

No entanto, o Grande Oriente da Bélgica, desde 1872, vedara a invocação e a inclusão do Grande Arquiteto do Universo nos seus Rituais, e nem por isso a Potência inglesa rompera relações com os belgas. O principal fundamento para a exclusão do nome do Grande Arquiteto do Universo dos Rituais é terem os Irmãos, como se pode observar, utilizado dia a dia o símbolo do Princípio Criador da Energia inteligente, do Ente Supremo, do mesmo modo que se vulgarizou o termo Deus, particularizando o seu emprego, invocando-o e adorando-o, conforme sua religião e não como símbolo de todas as concepções que se tenha do que é a Origem do Universo.

Antes de encerrar essas breves considerações gerais sobre o Rito Moderno ou Francês, não poderíamos esquecer o problema dos "Landmarks". O que são "Landmarks"? O próprio nome diz: são marcas de terra, limites, lindeiros, e como tal devemos considerá-los, jamais como dogmas.

Lembremo-nos: NA MAÇONARIA NÃO EXISTEM DOGMAS, EXISTEM PRINCÍPIOS. No Brasil, existe uma verdadeira psicose pelos "Landmarks" de Mackey, e, no entanto, quando a Maçonaria veio para nossa Pátria, eles sequer existiam, tendo aparecido apenas em 1858. Meus Irmãos, fica a pergunta: quem deu poderes, que entidade inspirou ao nosso Irmão Mackey para firmar dogmas dentro da Sublime Ordem? Particularmente um deles: o 25º, que não permite qualquer alteração, ferindo o princípio da investigação constante da verdade, da evolução, da pesquisa, de se afirmar progressista: nada pode mudar a partir dele, é o dogma da imutabilidade, da não evolução. É evidente que o Rito Moderno, dentro desses termos, não poderia aceitar os "Landmarks" de nosso querido Irmão, que pretendeu impedir um dos fundamentos da Maçonaria: A LIBERDADE.

Meus Irmãos, diversos são os "Landmarks" mais conhecidos, tais como os de Findel, de Lecerff, de Pound, de Mackey, de Grant, que chegam a 54, e muitos outros. Qual deles é o profeta da Maçonaria que recebeu inspiração divina pra que se afirme ser sua catalogação a correta? Que Congresso Maçônico mundial concluiu serem estes ou aqueles os "Landmarks" aceitos universalmente? Deverão os "Landmarks", mesmo que universais, estacionarem no tempo e no espaço? Apenas como lembrança, devemos citar que muitos dos nossos Irmãos de outros Ritos e de outras Potências concordam plenamente conosco na tese que abraçamos sobre os "Landmarks".

Conclamamos aos Irmãos de todos os Ritos e de todas as Potências: devemos nos preocupar com aquilo que nos une, e, relegar ao segundo plano o que nos separa. Este é o fito primordial do Rito Moderno quando dá origem à instituição de um "Grande Oriente": admitir a diversidade dos Ritos, unindo, numa mesma Potência, Irmãos das mais diversas posições filosóficas, num verdadeiro Universalismo, pois este é o princípio fundamental da Sublime Ordem.

 

A Maçonaria Mista é inevitável ?

Contribuição do Ir.’. José Maria B. Batalla
Loja Fernando Pessoa, 4001
GOSP/GOB – RM – São Paulo

Tradução J. Filardo

Por Solange Sudarskis 

 

Ir.’. Maria Deraismes do Droit-Humain

O que se pode ver?                                                             

Basta, portanto, passar diante de uma escola ou colégio na hora da saída. Os jovens se atropelam, meninos e meninas misturados, mais apressados uns que outros ao passar pela porta e se reencontrar fora. A escola nos oferece seu fluxo da diversidade; diversidade social, étnica, cultural e, naturalmente, de gênero (sem mistura de idade e por uma boa razão). Depois, gradualmente formam-se grupos de fofocas, de amizade. O movimento se organiza por grupos de afinidade, onde se observa a separação de gênero, as meninas e meninos juntos, mas separados, formando pequenos bandos unisex, alguns namorados, embora testemunhas de uma proximidade mista ao redor deles, amiguinhos e amiguinhas. Com sua liberdade, a juventude se agrupa; os clãs se formam rompendo a diversidade do interior da escola.

Os professores saem um pouco mais tarde, a maioria são mulheres.

Vamos agora a um lugar da competição esportiva. Oh, mas as equipes participantes são exclusivamente masculinas ou femininas! Nada de diversidade no campo (exceto no tênis de duplas mistas). Os espectadores são em sua maioria homens.

Aqui estão dois exemplos das muitas questões que podem surgir sobre o tema da diversidade de gêneros.

O que precisa ser entendido por diversidade de gênero?

Em uma sociedade, a diversidade de gênero traz à mente imediatamente a noção de mistura com base em diferentes critérios: gênero, nível social, cultura, etnia, religião (ou não), associação a um compromisso político, nacionalidade …

No alvo de uma reflexão sobre este tema na Maçonaria, nos ateremos a somente um critério controverso, que é o do gênero.

 

Continue a leitura em:  LOJAS MISTAS SERÃO UMA REALIDADE NA MAÇONARIA?  QUANDO?

 

Inclua na sua biblioteca:

enfngmjbjocpflal

Livro essencial na biblioteca do maçom estudioso. Pode ser adquirido em papel ou eletrônico no site da Amazon.com

A Arte da Memória e Maçonaria

Tradução J. Filardo

por Clarence A. Anderson

O Pensador, Rodin

Quando um candidato entra no caminho iniciático da Maçonaria, uma das primeiras coisas que ele descobre é que há uma grande quantidade de memorização envolvida. Os oficiais executam o ritual de memória, e longas palestras memorizadas lhe são apresentadas. Finalmente, talvez para sua consternação, ele descobre que deve memorizar um diálogo antes que possa avançar para o próximo grau.

Por que a memorização é tão importante em Maçonaria? Como a prática de decorar o ritual entra na Maçonaria? A memorização ainda tem valor nos tempos modernos? Considerando a importância tradicionalmente dada à memória na Maçonaria, surpreendentemente pouco foi escrito sobre isso. Uma busca em enciclopédias maçônicas e livros de referência revela praticamente nada.

Leia mais em:

A Arte da Memória e Maçonaria

A regra dos 20%: Aplicando o segredo de Benjamin Franklin e Isaac Newton

Tradução J. Filardo

Por Zat Rana

Brincando na interseção de ciência, arte e negócios. Eu escrevo para reduzir o ruído.
http://www.designluck.com.  CNBC, Business Insider interno, World Economic Forum, etc.

 

O termo Eureca foi usado pela primeira vez pelo matemático grego Arquimedes.

Ele estava entrando no banho quando percebeu que o nível da água aumentou quando ele entrou na banheira. Sua constatação repentina foi que o volume de água deslocada devia ser igual ao volume da parte de seu corpo que ele submergiu.

Conforme se conta, ele gritou“Eureca!”duas vezes em seguida, para comemorar. A palavra agora é comumente usada para reconhecer uma descoberta repentina ou invenção.

Leia Mais em  A Regra dos 20%

Em defesa da preguiça

Tradução J. Filardo

por  Charles Chu

 

Pessoas preguiçosas fazem melhores líderes.

Essa era a crença de Kurt von Hammerstein-Equord, um famoso general alemão conhecido por sua oposição ao regime nazista.
Uma citação, de Os Silêncios de Hammerstein:
“Eu divido meus oficiais em quatro grupos. Há oficiais inteligentes, diligentes, estúpidos e preguiçosos. Geralmente, duas características são combinadas. Alguns são inteligentes e diligentes - seu lugar é o Estado-Maior. O próximo lote é estúpido e preguiçoso - eles representam 90 por cento de todo exército e são adequados para tarefas rotineiras. Qualquer um que seja inteligente e preguiçoso está qualificado para os mais altos deveres de liderança, porque possui a clareza intelectual e a compostura necessária para decisões difíceis. É preciso ter cuidado com alguém que é estúpido e diligente -  não lhe deve ser confiada com nenhuma responsabilidade porque ele sempre causará somente prejuízos”.
Para Hammerstein, era melhor para um líder ser inteligente epreguiçosodo que inteligente e trabalhador.
Mais tarde, vamos ver por que.
Primeiro, porém, vamos pensar sobre pessoas estúpidas.
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Fuja do seu médico

Anos atrás, como estudante no Japão, senti-me doente.
Minha mãe anfitriã - ou melhor, avó, pois ela estava bem perto dos oitenta - ofereceu-me seu melhor remédio médico.
Ela desapareceu na cozinha e, pouco depois, voltou com uma longa cebola verde, conhecida no Japão como negi.
“Para que serve isso?” Perguntei, em japonês estropiado.
“É para o seu resfriado”, disse ela.
“Oh”, eu disse. “Você vai fazer uma sopa?”
“Não.” Ela sorriu. “Eu vou amarrá-la ao redor do seu pescoço”.
Eu pisquei. Eu era um convidado e não havia nenhuma maneira de eu expressar meu ceticismo. Então fiquei quieto, deixei que ela envolvesse o vegetal fedido ao redor do meu pescoço. Poucos dias depois, meu resfriado desapareceu.
Aha! Prova de que vegetais no pescoço curam o resfriado comum!
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Os céticos gostam de criticar esses remédios populares como irracionais e semelhantes aos rituais de vudu utilizados por velhas avós e outros tolos que não entendem a ciência.
Mas acho que eles não percebem alguma coisa.
Primeiro, minha simples crença na cura aumenta a função imunológica, melhorando minha recuperação de maneiras que a medicina moderna não faz. De fato, tais placebos parecem funcionar, mesmo que eu saiba que o vegetal não me fará qualquer bem - até mesmo os céticos se beneficiam.
Em segundo lugar, e mais interessante, o remédio caseiro me mantém longe do médico.
Para ser atendido por um médico no Japão, eu tenho que esperar por horas, enquanto cercado por idosos catarrentos, portadores de vírus. Quando consigo ver meu médico, ele (é sempre um ele) balança a cabeça distraidamente por dois minutos, escreve algo em um bloco de papel e me dispensa com uma receita para um monte de pílulas.
As pílulas podem aliviar meus sintomas, mas isso também podem ter desvantagens invisíveis difíceis de detectar.
Tomemos os antibióticos, por exemplo. Um adolescente que os toma para se livrar da acne pode ser amaldiçoado com problemas intestinais para o resto da vida.
Este não é um ceticismo ingênuo, mas uma apreciação das consequências imprevisíveis de se meter com um sistema complexo: a medicação traz benefícios imediatos e visíveis, mas pode vir com riscos retardados e invisíveis.
Às vezes, a maneira mais rápida de se recuperar é não fazer nada.
Este é um exemplo do que o filósofo Nassim Taleb chama de iatrogenica - quando fazemos mais mal do que bem com nossas intervenções.
Como o cara preguiçoso diz: “Se não está quebrado, não conserte.”
Da mesma forma, von Hammerstein entendeu que a pior coisa que você pode ter é um idiota trabalhador que fica criandomais trabalhe para todos os outros.
No Japão, os empregados tendem a serem contratados para toda a vida. Quando um gerente inteligente descobre que você é um fracasso total no local de trabalho - apesar do seu diploma da Universidade de Tóquio e suas notas altíssima em testes - você é imediatamente transferido para o interior (longe de sua esposa e filhos) para minimizar os danos que você provoca para a empresa.
Mas vamos nos dar o benefício da dúvida.
Você é inteligente, trabalhador e bonito. Existe um motivo para ser preguiçoso, muito trabalhador e bonito?
A Vantagem da preguiça
Em seu excelente livro The Wiki Man, Rory Sutherland - vice-presidente do Grupo Ogilvy UK - argumenta que aqueles de nós que são obcecados com a produtividade e eficiência entendem mal um ponto essencial:
“Se você dedica sua vida a eliminar o lixo, você, sem dúvida, terá sucesso de uma forma suja. Mas, juntamente com o lixo, você estará eliminando talvez 90% de algo muito mais importante - suas chances de ter muita sorte. Se você evita beijar sapos, não terá muita chance de encontrar um príncipe. Isso pode explicar por que os atuários muito raramente se tornam estrelas de rock”.
Nós queremos acreditar que grandes coisas vêm do trabalho árduo, do planejamento cuidadoso, da ação direcionada. Mas isso, em parte, nos faz subestimar o quanto da vida é motivado pela sorte:
“O ponto é simples. Se você olhar para todos os avanços realmente importantes feitos em qualquer campo, o que você encontrará é que a conexão não planejada, não intencional ou fortuita desempenha um papel tão importante quanto a planejada, processada e organizada. É por isso que, bastante cedo, a Microsoft colocou quadros brancos ao longo dos corredores no campus de Redmond; pois eles descobriram que os encontros acidentais que ocorriam nos corredores eram de fato mais produtivos do que as reuniões agendadas que aconteciam nas salas de reunião “.
Em The Black Swan, o filósofo Nassim Taleb apresenta um exemplo (entre muitos outros no livro) de tal descoberta por pura sorte - o laser:
“O laser é uma ilustração primordial de uma ferramenta feita para um propósito específico (na verdade nenhum propósito real) que então encontrou aplicações que nem sequer sonhavam na época. Era uma “solução típica em busca de um problema”. Entre as primeiras aplicações estava a costura cirúrgica de retinas descoladas. Meio século depois, The Economist perguntou a Charles Townes, o suposto inventor do laser, se ele tinha tido as retinas em mente. Ele não tinha. Ele estava satisfazendo seu desejo de dividir feixes de luz, e isso era tudo. Na verdade, os colegas de Townes o provocaram bastante sobre a irrelevância de sua descoberta. No entanto, apenas considere os efeitos do laser no mundo ao seu redor: CD’s, correções de visão, microcirurgia, armazenagem e recuperação de dados - todas essas aplicações imprevistas da tecnologia. Nós construímos brinquedos. Alguns daqueles brinquedos mudam o mundo.”
O que aprendemos
Um último ponto sobre a preguiça.
Algumas pessoas dizem: “Não fique aí parado, faça alguma coisa!”
Mas não é claro para mim se a ação sem prudência - esforço insensato de idiotas com boas intenções - é a maneira de tornar o mundo um lugar melhor.
Talvez também faça sentido dizer: “Não faça nada, fique aí!”
Se você é trabalhador e inteligente, talvez haja um motivo para evitar todo o blablabla sobre produtividade, eficiência, trabalho árduo, ação constante, etc. e, em vez disso, fique em casa nas sextas-feiras, discuta com os amigos durante o jantar e libere mais tempo para simplesmente fazer o que lhe interessa.
E se você é trabalhador e estúpido, bem, você sempre pode trabalhar menos e depois pedir ao seu chefe um aumento; ‘)

Published in: on dezembro 3, 2017 at 10:32 am  Comments (2)  
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Yakin e Boaz – Luzes na Árvore da Vida

Tradução J. Filardo

Por Solange Sudarskis

 

 

O texto conta que havia uma árvore de vida onde os nossos primeiros antepassados ​​se tornaram humanos. Tornando-se demasiado humanos e muito gananciosos, eles tiveram que deixar o que parecia ser um paraíso; e devia ser o final de março, quando eles foram expulsos. Guardas sem carne foram contratados para negar-lhes acesso; vamos chamá-los Gabriel e Rafael. Depois de uma investigação, descobrimos essas duas personagens, escondidas sob o nome de Yakin e Boaz [i] as duas colunas na entrada de um edifício, o Templo de Salomão, um outro tipo de paraíso, mais conhecido sob o nome de “pardes”, ou jardim. Ali, os sábios em misticismo consideraram por meio de elaborações espirituais que se poderia conceituar que havia ali uma outra árvore da vida, a árvore das Sephiroth.

Posando como uma constante fundamental, tanto em rituais quanto em lojas, embora muitas vezes tratados em papelão, Yakin e Boaz nos interrogam sobre a sua relação com essa metáfora de árvore. Justificadamente, temos o direito de buscar sua conivência especulativa, porque a famosa árvore da Cabala, a árvore das Sephiroth, se apresenta, de fato, também sob a forma de pilares de onde a comparação com nossas duas colunas, aliás nossos dois pilares, pode parecer evidente para muitos. Por contágio semântico que representa cada um desses dois lados?

Leia mais em: Yakin e Boaz – Luzes na Árvore da Vida