O Papel do Símbolo no Rito Moderno

 

Ir.’. Joaquim G. Santos,
Membro da Loja de S. João Fiat Lux nº 537, Oriente de Lisboa, filiada ao G.’.O.’.L.’..
https://independent.academia.edu/joaquimSantos4

 

No âmbito do debate Maçônico, quando se conjugam Simbolismo e Rito Francês emergem frequentemente alguns lugares comuns, que não são mais do que o reflexo de ideias que se foram cristalizando ao longo do tempo, tendo vindo a alimentar várias vulgatas e preconceitos, sobre o caráter mais ou menos simbólico deste Rito.

Entre Irmãos praticantes de Ritos com expressão litúrgica mais extensa (tais como o REAA ou o RAPMM) predomina a opinião de que o Rito Francês é simbolicamente mais pobre, fundando-se a mesma sobretudo no aspecto mais “despojado” dos seus Rituais de Loja Azul.

Pelo contrário, muitos Irmãos obreiros de Lojas Francesas defendem que o mesmo se trata de uma forma mais ligeira e pragmática de fazer Maçonaria, na qual se perde menos tempo com aspectos simbólicos e rituais extensos, que já não são importantes para o aqui e agora.

O que há de verdade nestas suposições e, em que medida na prática atual, se deve contextualizar o papel do Símbolo no Rito Francês?

Para se tentar encontrar respostas para estas questões, teremos de as enquadrar num âmbito mais vasto, que passa naturalmente por uma reflexão relativa à função do Simbolismo na Maçonaria, em geral.

Leia mais em:  SIMBOLISMO NO RITO MODERNO OU FRANCÊS

Militares e maçons franceses – Ligações perigosas

Tradução J. Filardo

por John Moses Braitberg

Entre o exército francês e a Maçonaria existe uma velha história. Tão antigos quanto a maçonaria, existem pontos de passagens simbólicos ente as duas instituições. Mas se ser militar e maçom era óbvio em séculos passados, já não ocorre o mesmo hoje, visto que a prática da Arte Real permanece suspeita em um corpo cuja alta hierarquia continua ligada à franja mais conservadora do catolicismo. No entanto, militares maçons existem ali. E nós os encontramos. Mais discretos do que em qualquer outro lugar, eles têm a missão de fortalecer os laços entre a nação e seu exército diante, principalmente, da ameaça terrorista.

Era 3 de dezembro de 2016 na sede do Grande Oriente da França. O templo Arthur Groussier transbordava de gente, tamanho era o número de irmãos e irmãs interessados em assistir ao colóquio “A Maçonaria diante da ameaça do islamismo radical” na presença do Grão-Mestre do GODF, Christophe Habas. Organizado pela Loja Perspectiva Maçônica cujo venerável é tenente-coronel da reserva, este colóquio tinha como patrocinador trabalhista a Associação de Defesa e República – ADER – ou a fraternal do pessoal da defesa, cujo presidente é um general 63 anos, hoje reformado.

Embora seu nome tenha sido frequentemente mencionado e sua qualidade de maçom tenha sido divulgada, e não de maneira benevolente, este militar na alma tanto quanto ancorado em um republicanismo matizado de conservadorismo, não se atém àquilo por que seu nome é citado. O mesmo vale para algumas centenas de membros da associação Inter obediencial que ele preside, e cujos membros são recrutados principalmente entre os quadros de nível médio das três forças, com exceção da polícia militar que tem em Os Amigos de Moncey a sua própria e muito ativa fraternal.

 

Continuar a ler em :  MILITARES E MAÇONS

Published in: on fevereiro 7, 2018 at 9:56 am  Comments (1)  
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Paganismo moderno em Portugal

wicca

Por Rita Cipriano

De acordo com o inquérito “Percepção do Paganismo em Portugal”, a maioria dos pagãos em Portugal são mulheres, entre os 20 e os 40 anos, com habilitações académicas acima da média e uma tendência demarcada para os cursos na área das Ciências Sociais (50%), sobretudo relacionados com História. O Culto da Deusa (todas as religiões pagãs reconhecem a existência de uma divindade feminina, com origem no culto ancestral da deusa-mãe), as Tradições Celtas e o Wicca — três dos muitos caminhos que existem dentro do Paganismo modernos —, que remonta aos anos 40 quando as formas sobreviventes de adoração pré-cristã foram descobertas pelo britânico Gerald Gardner, como explica o site da PFI Portugal, são as vertentes mais praticadas em Portugal. “A primeira leva do Wicca surgiu há umas décadas e depois deu origem a uma segunda que começou a prestar mais atenção às tradições do passado, há mitologia, os diferentes cultos, sejam celtas ou nórdicos. E agora, ao que me parece, é o que está a crescer a toda a força — as pessoas começam a ir mais para aí. O que vão buscar é sobretudo a mitologia, as lendas, os costumes populares”, explicou Mário Pinto.

Existe ainda uma percentagem significativa de inquiridos que admitiu conhecer e interessar-se pelos Cultos Nórdicos, que seguem a mitologia nórdica e os seus muitos deuses e deusas. Pode parecer estranho tendo em conta a realidade portuguesa, mas os dois investigadores acreditam que faz todo o sentido porque trata-se de um conjunto de tradições que “vai bater em sítios muito comuns, pelo menos na vertente tribal”, explicou Mariana Vital. Para Mário Pinto uma das “conclusões engraçadas” do estudo é a de que “muitas das [vertentes mais] referidas são também aquelas em que a prática pode ser o que nós quisermos”. “Há um enorme grupo que se sente à vontade com tradições que pode ser eles próprios a definir — como é que a quer praticar.” E depois surgem “o grupo definido de tradições estabelecidas”, como o Wicca ou o Druidismo.

 

Leia a matéria completa em  PAGANISMO EM PORTUGAL

Published in: on fevereiro 5, 2018 at 3:23 pm  Comments (2)  
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Considerações sobre o Rito Moderno ou Francês

Ir.·. Antonio Onias Neto - M .´. I .´. (+ 2013)
Ex-Sob.·. Gr.·. Insp.·.
Geral do Supr.·. Cons.·. do R.·. M.·.

Muito se critica e pouco se conhece a respeito do Rito Moderno ou Francês. Uma das mais infantis acusações (?) ou afirmativas gratuitas que se faz sobre o Rito é ser ele ATEU. É lamentável que maçons, que deveriam conhecer um pouco de filosofia e teoria do conhecimento, façam confusão entre ateísmo e agnosticismo. O Rito Moderno, por saber que a atitude filosófica da Maçonaria é a pesquisa constante da verdade, e por outro lado, ao ver que a verdade, para que seja considerada em todo o seu sentido, deve ser absoluta e infinita, abraça a corrente de pensamento que reconhece a impossibilidade do conhecimento do Absoluto pelo homem em sua finitude e relatividade, ou seja o AGNOSTICISMO. Afirmando assim uma posição de humildade perante o Absoluto, o que deveria ser característica de todo Maçom.

Acrescente-se mais que o Gnosticismo, como teoria da possibilidade de conhecimento (não confundir com os chamados "Gnósticos" do início da Era Cristã), afirma que é possível conhecer o absoluto. Ora, o Ateísmo, ao afirmar categoricamente a inexistência de Deus, pertence à corrente gnóstica, posto que, nessa assertiva, mostra ser possível conhecer o Absoluto, donde podemos concluir que o ateu jamais será agnóstico e o agnóstico não pode ser ateu, pois suas teorias da possibilidade do conhecimento se chocam frontalmente.

Por outro lado, há religiões, como o Budismo, que, em sua origem, tomam uma posição agnóstica, não se preocupando em explicar o Absoluto, reconhecendo a impossibilidade de definí-lo. Desta forma, o Rito Moderno acolhe em seu seio, sem nenhum constrangimento, irmãos das mais diversas profissões religiosas e filosóficas, posto que, mesmo sendo ele agnóstico, não impõe aos seus membros o agnosticismo, mas exige deles uma posição relativa quanto à possibilidade de que outros Irmãos, que abraçam outra filosofia, estejam certos, ora quem é dono da verdade não tem necessidade de pesquisá-la ou procurá-la.

Outra afirmativa que se faz sobre o Rito Moderno é sua anti-religiosidade, o que não passa de outra confusão, que os dicionários, se consultados, ajudariam a esclarecer. O prefixo "anti" quer dizer "contra". O que melhor caberia para o Rito é o prefixo "a", que significa "inexistência", "privação"; e é empregado no sentido de eqüidistância entre o "a favor" e o "contra". A maçonaria é eqüidistante das religiões, não é uma seita religiosa, e os Irmãos que assim a tornam são, evidentemente, ou aqueles que procuram desvirtuá-la, ou aqueles que insatisfeitos com suas religiões procuram na Maçonaria uma nova religião ou a compensação para as suas frustrações místicas.

E, é baseado na eqüidistância perante as religiões que o Rito Moderno não adota a existência da Bíblia no Triângulo de Compromissos, Altar de Juramentos para outros Ritos. Os defensores da colocação da Bíblia alegam que deve haver um "livro da lei revelada". Ora, a Bíblia só passou a ser adotada em algumas Lojas a partir de 1740, antes disso Anderson e os demais Maçons aceitavam a obrigação do "Livro da Lei", Lei Maçônica, Lei Moral. Acrescente-se, ainda, que existem religiões, tais como a Umbanda, o Candomblé, a Pajelança, e outras, com diversos adeptos entre nós, que possuem um livro da lei revelada, cuja tradição é oral. Perguntamos, que livro religioso se colocaria na presença de tais Irmãos?

Vemos constantemente Irmãos Judeus e Muçulmanos, quando Iniciados e em suas exaltações, compelidos a jurarem sobre a Bíblia Cristã, em tradução Católica ou Protestante, numa autêntica violação de suas consciências e dos princípios maçônicos, ou numa prova de que tais juramentos são falsos. Nosso "Livro da Lei" são os princípios da Sublime Ordem, quando muito as Constituições das Potências às quais pertença a Loja, onde constam tais princípios, ou, ainda, as Constituições de Anderson, em sua redação original, que deu origem à institucionalização da moderna Maçonaria. Aproveitamos para transcrever o artigo primeiro da Constituição de Anderson, que é bastante claro a respeito do assunto: "O Maçom está obrigado, por sua vocação, a obedecer a Lei Moral, e se compreender seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu nem em um irreligioso libertino. Apesar de nos tempos antigos os Maçons estarem obrigados a praticar a religião que se observava nos países em que habitavam, hoje crê-se mais conveniente não impor-lhes outra religião senão aquela que todos os homens aceitam, e dar-lhes completa liberdade com referência às suas opiniões particulares. Esta religião consiste em ser homens bons e leais, quer dizer, homens honrados e probos, seja qual for a diferença de denominações ou de convicções. Deste modo, a Maçonaria se converterá em um centro de União e é o meio de estabelecer relações amistosas entre pessoas que, fora dela, teriam permanecido separadas".

Após a leitura deste texto, muito pouco se poderá acrescentar a respeito, além de que há religiões que não permitem ao homem se ajoelhar perante seu semelhante, como exigem alguns Ritos, o que não é permitido no Rito Moderno. Mais uma vez o Rito prova, com sua atitude, ser eqüidistante e respeitar a religião de todos os Irmãos. Bom seria que os Irmãos, que se intitulam religiosos, estudassem um pouco a história e o conteúdo de outras religiões além das nossas, saindo de uma posição sectária, proibida pela Ordem.

Outra "terrível" acusação que se faz ao Rito é não invocar e tampouco adorar o "GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO", tendo inclusive evitado o uso de seu nome nos Rituais. Ora, meus Irmãos, por mais boa vontade de que possamos estar imbuídos, jamais deixaremos de invocar as entidades religiosas a que estamos ligados dentro de termos e Rituais próprios de nossa religião, e, estaremos desta forma sempre ferindo e violando as crenças e as formas de adoração de outros Irmãos. Deixemos as adorações e as invocações para fazê-las em nossas Igrejas, nossas Sinagogas, nossos Templos religiosos, nossos Centros, nossos Terreiros, nossas Casas e evitemos fazê-las em Loja, onde temos a obrigação de não forçar qualquer Irmão a repetir fórmulas com as quais sua consciência não possa concordar.

Quanto ao não uso do nome do Grande Arquiteto do Universo nos Rituais: este uso só começou a ocorrer a partir da Convenção de 1877, por conclusão do relator da proposta de exclusão do seu uso nos Rituais do Grande Oriente de França, e, é bom lembrar que este Irmão relator era um religioso, o pastor protestante Frederico Desmons. Este foi o grande motivo para que a Grande Loja Unida da Inglaterra rompesse relações com o Grande Oriente de França

No entanto, o Grande Oriente da Bélgica, desde 1872, vedara a invocação e a inclusão do Grande Arquiteto do Universo nos seus Rituais, e nem por isso a Potência inglesa rompera relações com os belgas. O principal fundamento para a exclusão do nome do Grande Arquiteto do Universo dos Rituais é terem os Irmãos, como se pode observar, utilizado dia a dia o símbolo do Princípio Criador da Energia inteligente, do Ente Supremo, do mesmo modo que se vulgarizou o termo Deus, particularizando o seu emprego, invocando-o e adorando-o, conforme sua religião e não como símbolo de todas as concepções que se tenha do que é a Origem do Universo.

Antes de encerrar essas breves considerações gerais sobre o Rito Moderno ou Francês, não poderíamos esquecer o problema dos "Landmarks". O que são "Landmarks"? O próprio nome diz: são marcas de terra, limites, lindeiros, e como tal devemos considerá-los, jamais como dogmas.

Lembremo-nos: NA MAÇONARIA NÃO EXISTEM DOGMAS, EXISTEM PRINCÍPIOS. No Brasil, existe uma verdadeira psicose pelos "Landmarks" de Mackey, e, no entanto, quando a Maçonaria veio para nossa Pátria, eles sequer existiam, tendo aparecido apenas em 1858. Meus Irmãos, fica a pergunta: quem deu poderes, que entidade inspirou ao nosso Irmão Mackey para firmar dogmas dentro da Sublime Ordem? Particularmente um deles: o 25º, que não permite qualquer alteração, ferindo o princípio da investigação constante da verdade, da evolução, da pesquisa, de se afirmar progressista: nada pode mudar a partir dele, é o dogma da imutabilidade, da não evolução. É evidente que o Rito Moderno, dentro desses termos, não poderia aceitar os "Landmarks" de nosso querido Irmão, que pretendeu impedir um dos fundamentos da Maçonaria: A LIBERDADE.

Meus Irmãos, diversos são os "Landmarks" mais conhecidos, tais como os de Findel, de Lecerff, de Pound, de Mackey, de Grant, que chegam a 54, e muitos outros. Qual deles é o profeta da Maçonaria que recebeu inspiração divina pra que se afirme ser sua catalogação a correta? Que Congresso Maçônico mundial concluiu serem estes ou aqueles os "Landmarks" aceitos universalmente? Deverão os "Landmarks", mesmo que universais, estacionarem no tempo e no espaço? Apenas como lembrança, devemos citar que muitos dos nossos Irmãos de outros Ritos e de outras Potências concordam plenamente conosco na tese que abraçamos sobre os "Landmarks".

Conclamamos aos Irmãos de todos os Ritos e de todas as Potências: devemos nos preocupar com aquilo que nos une, e, relegar ao segundo plano o que nos separa. Este é o fito primordial do Rito Moderno quando dá origem à instituição de um "Grande Oriente": admitir a diversidade dos Ritos, unindo, numa mesma Potência, Irmãos das mais diversas posições filosóficas, num verdadeiro Universalismo, pois este é o princípio fundamental da Sublime Ordem.

 

A Maçonaria Mista é inevitável ?

Contribuição do Ir.’. José Maria B. Batalla
Loja Fernando Pessoa, 4001
GOSP/GOB – RM – São Paulo

Tradução J. Filardo

Por Solange Sudarskis 

 

Ir.’. Maria Deraismes do Droit-Humain

O que se pode ver?                                                             

Basta, portanto, passar diante de uma escola ou colégio na hora da saída. Os jovens se atropelam, meninos e meninas misturados, mais apressados uns que outros ao passar pela porta e se reencontrar fora. A escola nos oferece seu fluxo da diversidade; diversidade social, étnica, cultural e, naturalmente, de gênero (sem mistura de idade e por uma boa razão). Depois, gradualmente formam-se grupos de fofocas, de amizade. O movimento se organiza por grupos de afinidade, onde se observa a separação de gênero, as meninas e meninos juntos, mas separados, formando pequenos bandos unisex, alguns namorados, embora testemunhas de uma proximidade mista ao redor deles, amiguinhos e amiguinhas. Com sua liberdade, a juventude se agrupa; os clãs se formam rompendo a diversidade do interior da escola.

Os professores saem um pouco mais tarde, a maioria são mulheres.

Vamos agora a um lugar da competição esportiva. Oh, mas as equipes participantes são exclusivamente masculinas ou femininas! Nada de diversidade no campo (exceto no tênis de duplas mistas). Os espectadores são em sua maioria homens.

Aqui estão dois exemplos das muitas questões que podem surgir sobre o tema da diversidade de gêneros.

O que precisa ser entendido por diversidade de gênero?

Em uma sociedade, a diversidade de gênero traz à mente imediatamente a noção de mistura com base em diferentes critérios: gênero, nível social, cultura, etnia, religião (ou não), associação a um compromisso político, nacionalidade …

No alvo de uma reflexão sobre este tema na Maçonaria, nos ateremos a somente um critério controverso, que é o do gênero.

 

Continue a leitura em:  LOJAS MISTAS SERÃO UMA REALIDADE NA MAÇONARIA?  QUANDO?

 

Inclua na sua biblioteca:

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Livro essencial na biblioteca do maçom estudioso. Pode ser adquirido em papel ou eletrônico no site da Amazon.com

A Arte da Memória e Maçonaria

Tradução J. Filardo

por Clarence A. Anderson

O Pensador, Rodin

Quando um candidato entra no caminho iniciático da Maçonaria, uma das primeiras coisas que ele descobre é que há uma grande quantidade de memorização envolvida. Os oficiais executam o ritual de memória, e longas palestras memorizadas lhe são apresentadas. Finalmente, talvez para sua consternação, ele descobre que deve memorizar um diálogo antes que possa avançar para o próximo grau.

Por que a memorização é tão importante em Maçonaria? Como a prática de decorar o ritual entra na Maçonaria? A memorização ainda tem valor nos tempos modernos? Considerando a importância tradicionalmente dada à memória na Maçonaria, surpreendentemente pouco foi escrito sobre isso. Uma busca em enciclopédias maçônicas e livros de referência revela praticamente nada.

Leia mais em:

A Arte da Memória e Maçonaria

Universalismo e humanismo a prova da civilização digital

Tradução J. Filardo

por Bernard Ollagnier

 

Quando o chip inserido em nosso pulso nos permite abrir as portas do nosso carro, congratulamo-nos com este progresso. Quando constatamos as turbulências das migrações, apelamos ao humanismo. Quando olhamos os massacres em nome de Deus ou de uma religião, nós choramos. Assim, passamos da alegria às lágrimas, sem estabelecer qualquer ligação entre estas três situações.

Que o Grão-Mestre da Grande Loja da França Philippe Charruel convoque os jovens a se interessar pela Maçonaria, que o Grão-Mestre do Grande Oriente da França Philippe Foussier em um texto poderoso proclame a resistência, como ele escreve, para combater as ideologias totalitárias ou que no jantar anual da Grande Loja das Cultura e da Espiritualidade, as conversas girem em torno da necessidade de trazer a espiritualidade ao centro dos debates na sociedade como tão bem se expressou a Grã-mestre Christine Sauvagnac, todos os irmãos e irmãs maçons sentem vagamente confusos que chegou o momento tomar a palavra.

Nós só podemos nos regozijar com este movimento fundado em uma tomada de consciência bem real, ainda que tarde a se exprimir. Na verdade, os trágicos acontecimentos, bem como o advento da civilização digital interpelam aqueles que militam em prol do universalismo, do humanismo e, em uma palavra, do ser humano: o respeito de uns pelos outros.

Torna-se difícil imaginar um mundo livre e fraterno fundado em sucessivas Declarações dos direitos humanos originarias da filosofia do Iluminismo. O digital tende a escravizar nossas ações e nossos espíritos, não só através do desenvolvimento dos GAFAM – sigla que representa os gigantes da Web, Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft -, mas também, e principalmente pelo desenvolvimento de múltiplas tecnologias que, gradualmente, tendem a ultrapassar a nossa liberdade de pensamento. Levaria muito tempo para mencioná-los todos aqui, mas basta apenas algumas palavras para ilustrar este aperto em nossas mentes e em nossos atos: homem aumentado, monitoramento remoto, identificação virtual, inteligência artificial … Todas as áreas da vida estão incluídas no fluxo digital. Ninguém escapa! E amanhã? Se cada um de nós pode se alegrar com o aumento da expectativa de vida ou o aumento do conforto, a questão permanece: seremos capazes e suficientemente armados para não deixar que os computadores assumam o poder do consciente e do inconsciente? Precisamos desativar o cenário do filme de 1977, apresentado na França em 1980, “Geração Proteus” de Donald Cammell, onde um computador se apaixona por uma mulher interpretada por Julie Christie e juntos dão à luz o bebê Proteus. A espiritualidade vai desaparecer em favor da materialidade?

Nos próximos anos, a Terra completará cerca de 7 bilhões de seres humanos; quantos terão acesso ao progresso digital, à esperança de vida mais longa, às riquezas produzidas e ao conhecimento? Este desafio é imenso. Muitos desviam o olhar para, como o bom senso popular justamente exprime: se empanturrar sem moderação. E o aquecimento global? Uma ideia das nações ricas! Massacre de curdos? Este não é um problema do nosso país! Apedrejamento de mulheres? Fome no Sudão? A liberdade de imprensa sob controle na Rússia? Crianças de 6 anos a trabalhar nas minas do Congo? Mas, finalmente, isso nada tem a ver comigo, com a meu tablete e meu chip, meu Prozac e meus videogames! Agora que os ideólogos assassinos de seres humanos, associado aos piores bandidos utilizam descaradamente as tecnologias digitais para servir seus interesses nauseantes. O contrabandista dá ordens aos refugiados através de seu telefone celular. O ditador bloqueia as ondas com um computador ad hoc e ameaça com a bomba atômica. O suicida explode uma escola enquanto fica protegido a dezenas de quilômetros. O explorador de crianças transfere seu dinheiro em um milésimo de segundo para dez lugares diferentes.

Perante esta situação de grande perturbação espiritual e diante do risco de perda da consciência moral humana, as potências, em sua grande maioria entendeu que o silêncio não era mais apropriado. Uma tomada de posição forte e exigente se impõe cada vez mais como uma evidência no caos dos espíritos. Responder aos medos, fazer viver a esperança. Mostrar um caminho de luz, força e beleza. Para este dever, os maçons estão se mobilizando dentro das potências ou em grupos como o FM & S, em nome do seu compromisso de servir a felicidade da humanidade. Este é o nosso caminho traçado.

 

Publicado em:

https://www.fm-mag.fr/article/actualite/universalisme-et-humanisme-1629

Published in: on novembro 27, 2017 at 8:51 am  Comments (1)  
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PAUL GAUGUIN (1848-1903), Pintor Maldito e Mártir

 Tradução J. Filardo

Por –Philippe VERDIER

Pintor maldito e mártir, Gauguin foi consagrado como o iniciador da pintura moderna na exposição do centenário na Orangerie em 1949. Uma parte da obra, as esculturas e as cerâmicas, ainda permanece no cone de sombra da irradiação projetada pelo pintor. A personalidade de Gauguin reforça a mensagem de suas criações, porque ele era um daqueles artistas cuja biografia não se confunde, em essência, com o conjunto de seus trabalhos. Sua vida, como a de Rimbaud, foi uma aventura. Ligado primeiro ao impressionismo e depois ao movimento simbolista, ele iria denunciar o primeiro em nome do que Kandinsky chamou princípio espiritual da arte, e se proteger contra os perigos de desviacionismo literário inerente ao segundo, em nome da perfeita coincidência do significante e do significado na obra plástica. O exotismo de Gauguin expressa a busca dolorosa que ele perseguiu para redescobrir o valor existencial dos símbolos mágicos e religiosos, laços de harmonia entre tempo integralmente vivido pelo homem e o mistério de um destino que se inscreve na intemporalidade.

 

Leia mais em:  Paul Gauguin, pintor maldito e mártir

Yakin e Boaz – Luzes na Árvore da Vida

Tradução J. Filardo

Por Solange Sudarskis

 

 

O texto conta que havia uma árvore de vida onde os nossos primeiros antepassados ​​se tornaram humanos. Tornando-se demasiado humanos e muito gananciosos, eles tiveram que deixar o que parecia ser um paraíso; e devia ser o final de março, quando eles foram expulsos. Guardas sem carne foram contratados para negar-lhes acesso; vamos chamá-los Gabriel e Rafael. Depois de uma investigação, descobrimos essas duas personagens, escondidas sob o nome de Yakin e Boaz [i] as duas colunas na entrada de um edifício, o Templo de Salomão, um outro tipo de paraíso, mais conhecido sob o nome de “pardes”, ou jardim. Ali, os sábios em misticismo consideraram por meio de elaborações espirituais que se poderia conceituar que havia ali uma outra árvore da vida, a árvore das Sephiroth.

Posando como uma constante fundamental, tanto em rituais quanto em lojas, embora muitas vezes tratados em papelão, Yakin e Boaz nos interrogam sobre a sua relação com essa metáfora de árvore. Justificadamente, temos o direito de buscar sua conivência especulativa, porque a famosa árvore da Cabala, a árvore das Sephiroth, se apresenta, de fato, também sob a forma de pilares de onde a comparação com nossas duas colunas, aliás nossos dois pilares, pode parecer evidente para muitos. Por contágio semântico que representa cada um desses dois lados?

Leia mais em: Yakin e Boaz – Luzes na Árvore da Vida

O que é a palavra perdida?

Tradução J. Filardo
Contribuição do Ir.’. J.M. Batalla

Por Solange Sudarskis

 

A expressão palavra perdida aparece nos rituais do Terceiro grau, onde também se fala da perda dos verdadeiros segredos do mestre maçom. No entanto, parece que as duas expressões são relativamente intercambiáveis; assim o documento Prichard de 1743 e a instrução do Terceiro grau no Rito Escocês escocês da Loja-Mãe Escocesa do Oriente de Avignon de 1774 o dizem:

P: Por que fizeram você viajar?
R: para encontrar o que foi perdido.

P: o que foi perdido?
R: a palavra do Mestre.

P: Como foi perdida a palavra?
R: pela morte de nosso respeitável mestre Hiram.

Um homem morre, recusando-se a entregar uma senha trivial para receber o salário, conhecida por todos os mestres, e um segredo que ele detinha, também desaparece. O segredo não é, portanto, a senha. Então, é um conhecimento que só ele possui? É uma parte de uma palavra a ser pronunciada com outras para torná-la completa e eficiente? A palavra de Hiram seria outra coisa diferente daquela de um só homem? O que pode ser esta palavra para o maçom de hoje? Não nos esqueçamos que a palavra Hiram traz, em si mesma, mistérios e entre suas muitas traduções do hebraico, ela também pode ser lida como HaReM que significa a coisa escondida.

 

Leia mais em A PALAVRA PERDIDA