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Grau 4 – Mestre Secreto (REAA)

Por João Anatalino Rodrigues

Índice

  • O carácter sacrificial do rito
  • A disposição da Loja
  • O significado das alegorias
  • O “Ovo Cósmico”
  • As obrigações do Mestre Secreto

O carácter sacrificial do rito

O Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), nos seus graus superiores, tem início com o grau quatro, no qual se desenvolve o simbolismo da reconstrução do psiquismo dilacerado do homem, através da alegoria dos ritos vinculados ao funeral do Mestre Hiram e a punição dos seus assassinos. Neste grau, o Mestre Maçom, tendo, simbolicamente, atravessado a primeira câmara, que é a da Maçonaria azul, dedicada aos “Pequenos Mistérios”, iniciará uma escalada em busca dos verdadeiros conhecimentos esotéricos, que nas antigas disciplinas iniciáticas correspondia aos “Grandes Mistérios”. Por isso, ao ingressar nos graus superiores, o iniciado recebe o título de Mestre Secreto, pois é a partir desse degrau da Escada de Jacob que ele começará a desvendar o conteúdo esotérico, propriamente dito, da Maçonaria, na forma como a coloca o Rito Escocês.

Os ensinamentos dos graus quatro a seis repousam na alegoria do aperfeiçoamento do túmulo do Mestre Hiram, simbologia que significa que o iniciado deve cumprir as cerimónias devidas ao corpo do Mestre, para que, mediante esse processo ritual, o seu próprio psiquismo seja convenientemente preparado para os ensinamentos que receberá nos graus seguintes. É um processo que se fundamenta nos antigos ensinamentos iniciáticos egípcios, mediante o qual Isis e seus seguidores prestam aos restos mortais de Osíris o culto devido, próprio para atrair os influxos mágicos da energia cósmica presente nos céus e na terra, e com isso proporcionar a ressurreição do deus numa outra esfera de existência.

O fundamento iniciático da lenda do Mestre Hiram é uma tradição bastante antiga. Ela diz que, para que uma instituição tenha condições de sobreviver através dos tempos, é preciso que o seu personagem central desapareça de uma forma notável. Morto violentamente como Hiram Abiff, Jesus Cristo, Thomas A. Beckett, William Wallace ou Joana D’Arc por exemplo, ou misteriosamente como Enoque, Moisés, Robin Hood ou o Rei Arthur. Este tipo de desaparecimento faz parte da mística geral das lendas e é o principal responsável pela aura de romantismo que as cerca. Nas lendas da construção dos grandes edifícios sempre se integrou um componente de sacrifício ritual, que pode ser entendido como o “sacrifício da fundação, ou sacrifício da completação”. A Bíblia (Reis III, 62) informa que na consagração do Templo, Salomão imolou vinte e dois mil bois e 120 mil ovelhas. Descontando o exagero dessa informação, pois talvez nem em toda Israel da época houvesse um contingente de animais desse porte, ela dá-nos bem uma ideia da importância ritual dessa tradição.

Este ritual tinha a finalidade mística de dar estabilidade ao edifício e era realizado sempre que se iniciava um grande empreendimento, fosse ele de carácter arquitectónico ou político-social. Assim, as grandes edificações antigas, de uma maneira geral, tiveram as suas lendas sacrificiais, da mesma forma que as realizações políticas que marcaram o estabelecimento das primeiras civilizações. É nesse sentido, por exemplo, que James Frazer nos mostra que os mitos da criação, em todas as lendas antigas que versam sobre este tema, têm uma mesma estrutura arquetípica. Destarte, a noção do deus morto e regenerado, que é arquetípico em várias religiões, é uma estrutura psíquica que tem a ver com o simbolismo da natureza nos seus ciclos regenerativos. Ele também se liga aos ciclos de poder, observáveis na estrutura das sociedades antigas, no sentido de que é somente pela morte do rei anterior que o novo rei pode assumir. Daí o ciclo morte-regeneração-ressurreição assumir essa compostura arquetípica no Inconsciente Colectivo da humanidade e ser reproduzido em todos os chamados Mistérios celebrados pelos povos antigos [[1]].

Neste sentido, também, são as lendas sobre as pirâmides egípcias acerca do seu arquitecto, Amenhutep, e os faraós que as patrocinaram; a Torre de Babel com a lenda de Ninrode, o rei babilónico que a mandou construir, o Pártenon com os seus arquitectos, a Castelo da Bastilha, o Louvre, o Teatro da Ópera de Paris com o seu fantasma etc. É verdade que nos grandes edifícios mortuários do antigo Egipto esse costume tinha um objectivo bem prático. Imolava-se o arquitecto e os seus construtores para que o segredo da câmara principal, onde o defunto e os seus tesouros eram depositados, não fosse violada. Cumpria-se, entretanto, com essa medida de cautela, o sacrifício da completação.

A disposição da Loja

Não é improvável, portanto, que os maçons especulativos, ao adoptarem a alegoria do Templo de Salomão para fundamentar o simbolismo da sua ideia de construção de um edifício espiritual, quisessem fazer do seu Mestre Arquitecto o “sacrificado da fundação”, para fins de que a sua “edificação” ganhasse estabilidade. Esta disposição está inserta, inclusive, na alegoria que chama aos dois Vigilantes de Booz e Jakin, as duas colunas mestras do Templo de Salomão, que em termos estruturais, tinham a função de proporcionar firmeza e estabilidade para aquele sagrado edifício.

Para o Maçom que se inicia nos graus superiores do REAA, as alegorias relativas ao encontro, sepultamento e homenagens prestadas ao Mestre Arquitecto do Templo de Salomão, significam que ele iniciará uma viagem intima, interna, dentro de si mesmo e de um grupo, em busca de ensinamentos que não estão escritos em lugar algum, mas que foram conservados através de alegorias e símbolos, que lhe serão passados por tradição oral. Esses segredos estão ligados, como se disse, à construção do Templo de Salomão, e ao mito da morte e renascimento simbólico do espírito do Mestre Hiram, que doravante será incorporado ao novo Mestre elevado.

Por isso é que o iniciado encontrará na Loja do quarto grau um “Salomão”, personificado na figura do presidente da loja, chamado de Poderosíssimo. Ali estarão também o Rei de Tiro, que também se chama Hiram, e dois Adonhirans, simbolizados pelos Vigilantes.

Alguns autores maçons sustentam a tese de que o Hiram arquitecto era, na verdade, filho de Hiram, rei de Tiro e se chamava, de facto, Adonhiram. Esta tese tem a sua razão de ser. É que o nome Adonhiram é um composto de Adon (ou Aton)+ Hiram. Adon é o designativo comum de uma divindade muito reverenciada no mundo antigo, tanto no Egipto quanto na Palestina. Os próprios hebreus chamavam ao seu Deus de Adonai, o Senhor. Isto significa que Adon é designativo de Senhor, e que Adon(Hiram) pode, muito bem, ser o próprio Hiram Abiff que os maçons referenciam como seu maior mestre. Destarte, é possível que Adonhiram, ou Hiram Abiff, seja, na verdade, um personagem arquetípico, criado para dar veículo a um segredo arcano de especial significado na história do Templo do Rei Salomão [[2]].

Aliás, as únicas referências documentais acerca de Hiram são aquelas constantes da Bíblia, que foram também comentadas por Flávio Josefo na sua História das Antiguidades dos Judeus. Mas em todas essas referências, Hiram sempre aparece como filho de uma mulher viúva, da tribo de Dan ou de Naftali. Já o nome Adonhiram aparece nas crónicas bíblicas como sendo o mestre encarregado do trabalho de cortar e aparelhar as madeiras para o templo. Trabalhava nas florestas do Líbano, comandando 30 mil operários, segundo se diz em Reis 4,6. A Bíblia (Reis 12:18), diz que esse Adonhiram foi morto a pedradas por uma multidão furiosa com a sua sanha de recolher tributos, o que nos leva a deduzir que, depois da construção do templo, Salomão deve tê-lo premiado com um posto de governador numa das províncias de Israel. É bom lembrar que no rito Adonhiramita, o papel de Hiram é desempenhado por Adonhiram. Na Loja do quarto grau do REAA, entretanto, só opera um Adonhiram, já que o altar onde o segundo personagem com esse nome deveria estar corresponde ao lugar do Mestre Hiram, que foi assassinado. Assim, no lugar do Segundo Vigilante há um pano preto, ornado com lágrimas prateadas, representando uma mortalha, designativa da morte daquele Mestre.

O significado das alegorias

O templo maçónico, no quarto grau e seguintes, representa o Templo de Jerusalém, onde Oriente e Ocidente estão separados por uma balaustrada. As suas paredes são cobertas por cortinas negras com gotas de lágrimas prateadas. Toda a decoração da Loja lembra um ofício fúnebre, na tradição judaica. Ali se evoca a morte violenta de Hiram Abiff e a necessidade de lhes prestar as devidas exéquias.

O Mestre Secreto corresponde à Loja de Perfeição no seu quarto grau. Todos os utensílios presentes na decoração da loja simbolizam um aspecto da mística iniciática que ali se quer transmitir. O triângulo inscrito no círculo, e dentro dele a estrela com letra Z (iod), é o emblema do grau. Significa eternidade, universo perfeito, equilíbrio, raio que dá a vida, (estrela de cinco pontas, estrela flamígera) e esplendor, que é o significado da letra Z (ziz em hebraico), inscrita no centro da estrela [[3]]; a mesa triangular coberta com uma toalha negra, respingada de lágrimas prateadas, com o malhete e a coroa de oliveira e louro em cima, significa o pranto derramado pelos irmãos pela morte do Mestre assassinado; as coroas significam o seu triunfo final sobre a morte, já que ele revive no novo mestre que ali é elevado.

Os três candelabros (hanukah), de nove braços, sobre as mesas, têm significados cabalísticos extraídos das relações entre os números múltiplos de três, que, de acordo com alguns cabalistas, seria a essência das causas em que o universo se fundamenta, ou seja, as chamadas trindades. Por isso, a idade de Mestre Adonhiram(ou Hiram) é informada no ritual como sendo de 27 anos completos e as pancadas são em número de sete. Este número é resultado da multiplicação do nove, número perfeito, por três, o número sagrado [[4]].

A Arca da Aliança, no canto à direita do Oriente, iluminada por um candelabro (menorah) de sete braços, significa a aliança entre o homem e Deus, e a chave de marfim que ali aparece significa “segredo” ou “sigilo”. Ela é também símbolo de “abertura”, “ iniciação”, “ingresso” numa ordem superior de conhecimento, ou seja, o início de uma nova vida num plano superior de consciência. Por isso é que na sua extremidade está inscrita a letra “Z”, que é a palavra de passe do grau, ou seja, a senha para a entrada nos “Grandes Mistérios”.

Já para os místicos hebreus, cultores da Cabala, saber o conteúdo da Arca da Aliança significava estar de posse do segredo dos segredos. Assim, chave de marfim também tem esse significado. O seu possuidor pode entrar na posse de um segredo só compartilhado pelos iniciados nos mistérios de grau superior. O Mestre Secreto adquire o direito de vir a conhecê-lo no decorrer da sua escalada pela Escada de Jacob, o que implica, evidentemente, no dever de guardar, sobre ele, o mais estrito silêncio. Assim, a chave significa também “fechar”.

A chave de marfim não era um mero adorno utilizado pelas antigas sociedades. Ela simbolizava, na verdade, o poder sobre a própria vida. Este símbolo sempre aparece nas mãos dos deuses egípcios e dos faraós. De acordo com Wallis Budge, os egípcios acreditavam que somente os deuses tinham poder sobre a vida, razão pela qual esse símbolo geralmente acompanhava as suas representações. No caso, sendo o faraó um deus, pois que era representante deles na terra, ele também detinha esse poder, razão pela qual ele também era sempre representado com esse símbolo nas mãos. Na simbologia do grau quatro, a chave de marfim é uma reminiscência à famosa Ankh, símbolo egípcio que representa a união entre as divindades Ísis e Osíris. Esta união simbolizava o renascimento da nação egípcia através das cheias do Nilo. Por isso, uma das principais funções dos chamados Mistérios era a de homenagear a natureza através desses rituais para que ela proporcionasse a cheia periódica do rio, fundamental para a sobrevivência daquela civilização [[5]].

Assim, Mestre Secreto é o iniciado que entra na posse dos segredos só reservados aos iniciados que ultrapassaram o território do simbolismo da Maçonaria azul e penetra, agora, no domínio pleno do esoterismo dos graus superiores. No simbolismo do grau, a Loja, pelo facto de guardar a Arca da Aliança, representa também o Tabernáculo, onde se situa o altar do “Santo dos Santos”. Na tradição hebraica, esse era o local onde originalmente se depositavam as Taboas da Lei, o Decálogo, expressão probante do acordo feito entre Deus e o povo de Israel. Mais tarde, nas sinagogas judaicas consagrou-se um altar ao “Santo dos Santos”, local onde somente o Sumo- sacerdote podia entrar para falar “pessoalmente” com o Senhor.

Sabe-se que a Arca da Aliança desapareceu por ocasião da conquista de Jerusalém levada a efeito pelos caldeus em 586 a C. Para o povo de Israel essa perda foi como se a aliança entre eles e Deus tivesse sido quebrada. De acordo com vários profetas que escreveram após essa catástrofe, isto teria ocorrido pelo facto do povo de Israel não ter guardado os preceitos da lei mosaica. Este é um dos motivos pelo qual a Maçonaria encarecerá sempre o zelo pela lei, pois não pode haver ordem, harmonia e felicidade numa sociedade onde o respeito à tradição e o zelo pelos acordos selados não forem mantidos [[6]].

O “Ovo Cósmico

O Ritual do grau de Mestre Secreto refere-se à Arca da Aliança como sendo “O ovo cósmico” ou a “matriz universal”, que encerra os germes da “mónada”. A alusão a estas expressões mostra de forma insofismável o quanto a Arte Real possui de influência das tradições egípcias e gnósticas, pois esse simbolismo está presente tanto na religião egípcia quanto na filosofia gnóstica. Para os egípcios, o “ovo cósmico” era o caos inicial, de onde o deus Toth havia tirado o Sol, princípio criador de toda matéria existente no universo. Este “ovo” teria sido produzido pela acção da “luz de Rá” sobre a “face do abismo”, fazendo surgir as “águas primordiais”, de onde saíram todos os seres vivos [[7]].

O simbolismo do “ovo cósmico” aparece também nos trabalhos de muitos filósofos gnósticos, entre os quais Valentin, filósofo egípcio que introduziu no Cristianismo as noções de pleroma, eons e o Drama de Sofia. Partindo da Gnose de Basilidio, Valentin desenvolveu a ideia de que tudo que existe no universo se originou a partir da interacção entre Bitos, (O Abismo, o Nada) com Sige, (O Silêncio), que era a sua parte feminina. Dessa união nasceu Propato,( O Amor), que projectou para fora de si o Nous, que foi o primeiro eon. Na filosofia grega o termo eon designa uma noção de tempo, mas Valentin o toma como uma força abstracta, universal, energética. Deus agiria no universo através desses elementos, os eons, que são as unidades fundamentais a partir das quais tudo é construído. A partir dessa ideia, os gnósticos criaram uma cosmogonia que incluía, além dos chamados “sete céus” existentes entre a terra e o território divino, que era o “oitavo céu”, uma região intermediária entre estas duas estruturas, que era povoada pelos eons. A ligação entre a terra e o céu seria efectuada por esses elementos, que existiam aos pares. Quando se tratava de estabelecer comunicação entre o mundo material e mundo celeste, um eon descia à terra. Como cada homem possui uma relação de parentesco com os deuses, os eons se reconheciam em cada homem e cada homem se reconhecia neles. A Maçonaria dos graus superiores irá trabalhar muito com essas noções, razão pela qual é útil a referência que já neste grau se faz a essas tradições [[8]].

A Gnose moderna substituiu a noção de eons pela ideia do holom. Holons são domínios totalizantes, em que cada parte contém o todo existente naquele domínio. A melhor noção de eon, ou holom, pode ser encontrada na Cabala. Na tradição cabalística existe uma letra, que corresponde a um número, denominado aleph, que resume a totalidade da realidade cósmica, condensada num único signo alfanumérico. Esse número representa o Princípio Criador, o Uno, a Totalidade Unificada, toda a realidade cósmica condensada na Árvore da Vida. Essa também é uma noção aproveitada na Maçonaria, por isso ela é referida aqui [[9]].

As obrigações do Mestre Secreto

Ao iniciado que é elevado a Mestre Secreto diz-se que ele “foi escolhido” no seio de “numerosos irmãos, entusiastas, inflamados pelo desejo de fazer o bem, guiados pelo ardor da mocidade” (…) mas que essas qualidades não “ são bastante para o sucesso nos embates da vida .(…) que com a morte de Hiram, causada pela “ignorância e a tirania” (…) Perdeu-se a Palavra de Amor e o espírito, durante séculos gemeu encarcerado” (..) estando os seus “carrascos” ainda vivos. (…). A Maçonaria foi criada para preparar a libertação do espírito humano (…) recrutando “ homens experimentados e espíritos amadurecidos e resolutos”, a fim de dar à Humanidade condutores hábeis pelo estudo, e implacáveis no cumprimento do dever (…) Hiram morto é o espírito humano escravizado . A Maçonaria é tarefa de libertação. É preciso, em primeiro lugar libertar vosso espírito (…) O primeiro sentimento é o Dever (…) [[10]]

Trata-se, portanto, de um discurso que recupera o objectivo que sempre norteou a instituição de sociedades iniciáticas, desde as mais antigas civilizações até os modernos clubes fechados de hoje, que é o de seleccionar “os melhores” e treiná-los para uma missão. No caso da Maçonaria, essa missão é a construção de uma sociedade justa e perfeita, livre, igualitária e harmónica em todos os sentidos. Por outras palavras, uma nova utopia.

Por isto é que do iniciado Maçom também se exige as mesmas obrigações impostas aos israelitas por ocasião da primeira Aliança, ou seja, não adorar ídolos de pedra ou metal, representando figuras humanas ou de animais, ou ainda de quaisquer outras formas que houver na terra, nem atribuir a Deus paixões e vícios humanos, ou nomeá-lo segundo a imaginação do homem. Estes são preceitos bíblicos, que foram impostos ao povo de Israel no Decálogo.

Por fim, o Mestre Secreto é conclamado a combater a ignorância em todos os campos. Isto implica num conhecimento das coisas do céu e da terra. As coisas do céu aprendem-se mediante a busca sincera da Gnose divina, as coisas da terra conhecem-se através da prática de uma filosofia de vida esclarecida. A aprendizagem destas duas disciplinas é o objectivo do catecismo maçónico.

O juramento do Mestre Secreto representa também uma aliança que ele faz com a Loja e com os seus irmãos, suportando as obrigações (de fidelidade, silêncio, lealdade e obediência para com a Fraternidade, a pátria e a família), que lhe são impostas como condição de elevação ao grau.


Condensado do livro “Conhecendo a Arte Real” – Madras – São Paulo, 2003


[1] James Frazer – O Ramo de Ouro, Zahar Ed. 1982.

[2] Ver a este respeito Baigent e Leigh – O Templo e a Loja – Madras, 2005

[3] A letra iod, na Cabala, representa o Princípio Criador dos mundos

[4] A este respeito veja-se René Guénon – A Grande Tríade, São Paulo, Ed. Pensamento, sd.

[5] Ernest Wallis Budge – Os Deuses Egípcios, New York – 1969

[6] Não somente os acordos selados com a Divindade (os preceitos religiosos), mas também aqueles que se referem à vida em sociedade, ou seja, o ordenamento jurídico e as tradições consagradas pela sociedade. Daí a razão de encontrarmos tantas referências e alegorias, referentes aos sistemas judiciários e as leis morais e sociais, nos chamados graus superiores

[7] A mónada é um termo filosófico proposto pelo filósofo Leibnitz para designar a substância psíquica única, individual , que possui em si a tendência de se agregar às outras para constituir as coisas da natureza. Equivale ao conceito de átomo nas teorias atomistas.

[8] Esses conceitos têm interessantes correspondências nas doutrinas da Cabala, onde a Maçonaria se inspira em muitos dos seus ensinamentos de nível superior. É nessa conformação, por exemplo, que se busca o conceito de que Deus é o Grande Arquitecto que “pensa” um universo para os seus Mestres (anjos) e pedreiros (homens) construírem. A esse respeito ver Alexandrian, História da Filosofia Oculta- Ed. Martins Fontes, São Paulo, 1983.

[9] Idem, Alexandrian, op. citado.

[10] Conforme o ritual, pág. 19 A 26

Publicado no excelente blog FREEMASON.PT

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