Bibliot3cário

Tendo em conta que o percurso no Rito Francês compreende, a montante, a dimensão iniciática, e a jusante, a reflexão e a ação suscitadas pelo facto social, incluímos nesta publicação vários trabalhos relativos a questões relacionadas tanto com o desenvolvimento do nosso Trabalho maçónico na Maçonaria do Aqui e Agora, bem como com preocupações das nossas complexas sociedades atuais. Neste último aspeto, centrámo-nos em questões associadas a antigos obscurantismos, que colocam em risco a perenidade dos nossos valores de Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Laicidade. Só através desta perspetiva bem racionalista, e focalizada na antevisão lúcida e realista da Pólis do futuro, poderemos continuar a almejar uma plena afirmação do nosso Rito Francês na Maçonaria Portuguesa atual, assumindo plenamente o seu papel de herdeiro das Luzes e de defensor de uma mundividência Humanista.

Só assim, daremos sentido ao que escreveu o Irmão Philippe Guglielmi num de seus editoriais da revista JOABEN: Do vazio íntimo, no momento da Iniciação quando morre o antigo homem, ao vazio social, página em branco de uma sociedade mais justa cujas regras se encontram por escrever, o Franco-Maçon que trabalha no Rito Francês constrói a sua emancipação, tijolo após tijolo.

Joaquim Grave dos Santos


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Revista ÁGORA #3 – Outubro 2024