Por   Ivan A. Pinheiro

Embora parte integrante de uma Série, este texto dá continuidade direta ao tema iniciado em Pinheiro (2025): Citações e Referências Bibliográficas, e se no anterior o foco recaiu sobre as primeiras, neste está dirigido, sobremodo, às Referências Bibliográficas. E a exemplo da abordagem anterior, que no primeiro momento passou ao largo dos aspectos normativos mais estritos e deteve-se na demonstração da razão de ser das citações no contexto da produção intelectual escrita, também aqui o enfoque será diferenciado. Esse aparente distanciamento dos aspectos normativos espelha a própria dinâmica histórica: o quadro normativo só é delineado quando se justifica, isto é: após o surgimento e o crescimento dos fenômenos (a exemplo da produção intelectual em massa) e destina-se, no primeiro momento, sobretudo a organizar, a padronizar e a solucionar os problemas surgidos no curso do funcionamento dos processos; mas já em etapa posterior, é então (re)projetado para induzir comportamentos à luz de um determinado objetivo. E é importante conhecer e entender os princípios porque, mesmo as normas mais completas, e inclusive por esta característica, quando outorgadas ou promulgadas já nascem defasadas em razão da inércia inerente ao processo da sua elaboração: versões preliminares, debates em reuniões, comitês de especialistas, e mais debates, “negociações, concessões”, novas versões, aprovação em primeira instância, em segunda, aprovação em última e derradeira instância, prazo para vigência … enquanto isto, o mundo muda e norma antes mesmo de viger, já nasce defasada. Exemplo: a questão da Inteligência Artificial no contexto da produção intelectual (Peças de Arquitetura, Trabalhos para Progressão de Grau, Artigos competitivos, etc.) – nada, ainda, encontra-se normatizado e prescrito sobre o assunto. Nesse ambiente, dinâmico e incerto, conhecer os princípios é como ter à mão uma bússola: pelo menos apresenta um norte, um critério para, em dúvida, tomar como direção.

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