Por Marc-Henri Cassagne ***
Se as Grandes Constituições de 1786 previam uma organização territorial do Rito Escocês Antigo e Aceito por Estado ou Nação (Artigo V-III), seu universalismo naturalmente levou à busca de consulta, um entendimento entre os Supremos Conselhos regulares do mundo, ou até mesmo uma forma de união em espírito de acordo com o modelo fundador que constituiu o Rito: o Santo Império.
Uma primeira tentativa de aliança ocorreu em 1834 com um tratado entre os Supremos Conselhos da França, Bélgica, Brasil e o Supremo Conselho Unido do Hemisfério Ocidental, um órgão perfeitamente irregular. Como observa Paul Naudon, continuamos atônitos com a consagração assim concedida a estes últimos. Mas vale lembrar aqui que, ao mesmo tempo e até 1870, o Supremo Conselho da França não era reconhecido pelo Supremo Conselho da Jurisdição do Sul, o Conselho Mãe do Mundo! Foi, portanto, uma aliança entre dois Supremos Conselhos nas margens da regularidade, ou até três, porque o Supremo Conselho do Brasil signatário era apenas uma criação do Supremo Conselho do Hemisfério Ocidental.
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Uma tentativa abortada de perverter o Rito Escocês Antigo e Aceito: O Convento “universal” de Lausanne de 1875
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