Por Cécile Revauger – Universidade Montaigne-Bordeaux III

Assim como alguns historiadores questionam a especificidade, e até mesmo às vezes a real existência de um Iluminismo britânico, estudiosos da maçonaria às vezes tendem a considerar a maçonaria como uma tradição longa, imune a mudanças. Ambas atitudes refletem a preocupação com o longo prazo e tendem a minimizar a importância das evoluções e revoluções. Afirmar a continuidade perfeita entre maçons ‘operativos’ e ‘especulativos’ equivale a esquecer que houve uma Revolução Gloriosa que deixou sua marca nas instituições do século XVIII, tanto na cultura política quanto na religiosa. Outro erro aguarda os estudiosos da maçonaria: é, no pior dos casos, uma falácia e, no máximo, um desejo de considerar a maçonaria como um forte componente do Iluminismo radical. Em sua maioria, os maçons condenaram revoluções sociais e rejeitaram o ateísmo. Portanto, argumenta-se que a maçonaria não deve ser considerada como um ramo da tradição nem como o estímulo de mudanças sociais e políticas, mas que ela surgiu na esteira do Iluminismo inglês e também escocês. Primeiro, argumenta-se que a maçonaria não é simplesmente herdeira da maçonaria operativa, embora seria ridículo afirmar que não havia nenhuma conexão, especialmente na Escócia. Por outro lado, a maçonaria não deve ser retratada como mais radical do que foi: esse será o segundo ponto levantado neste artigo. Por fim, será argumentado que a maçonaria como a conhecemos hoje é, antes de tudo, filha do Iluminismo e, mais especificamente, do Iluminismo britânico.
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