Por Jean Ylare
Ou a história dos anões que vislumbraram a Luz
Vamos começar com um sorriso… e um trocadilho de linguagem de pássaros.
Frequentemente somos lembrados de que o iniciado passou por uma porta baixa durante uma das viagens da iniciação.
Esse detalhe arquitetônico parece insignificante. No entanto, quando ouvimos as palavras com o ouvido simbólico, surge uma estranha proximidade.
A palavra anão (nain) em francês é quase o eco fonético de nascido Um (nés Um).
Duas expressões quase idênticas… E ainda assim parecem ser opostos. O anão evoca a pequenez, a limitação, a humildade da condição humana.
Aquele que sabe que ele ainda não sabe.
Nascido Um, por outro lado, evoca a origem profunda do ser: a unidade primordial da qual todas as coisas procedem.
E ainda assim, em linguagem simbólica, essas duas realidades não são opostas.
Eles se complementam. Pois a iniciação nos revela uma verdade paradoxal:
Somos pequenos em nossa consciência, mas imensos em nossa origem.
Assim, a porta baixa nos lembra dessa natureza dupla.
Entramos como anões, conscientes de nossas limitações.
Mas o caminho iniciático nos leva, pouco a pouco, a redescobrir que nós, nas profundezas do nosso ser, nascemos Um.
A porta baixa é, portanto, o limiar entre esses dois estados.
Marca a passagem da ignorância para a memória da unidade.
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A história dos anões que vislumbraram a Luz
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