Marco Piva M.´.M.´.

Saudações fraternas.

Imagine-se um soldado bem treinado, saído da academia, que vai para um quartel e no primeiro dia de trabalho é mandado pelo seu comandante a fim de que treine como marchar, que faça uma excelente faxina em seu alojamento, que treine tiro ao alvo e fisicamente, que limpe suas armas, e as deixe lubrificadas e prontas para o combate, mesmo que eles nunca aconteçam. Essa rotina repetir-se-ia em um segundo dia, em um terceiro e muitos outros, seguidamente, até completar os 30 anos de serviços necessários para a aposentadoria, ganhando muitas medalhas e promoções pelos relevantes serviços prestados à pátria, por não ter faltado nenhum dia ao serviço, ter feito as melhores faxinas do quartel, acertado os melhores tiros no papel circular e outros feitos do tipo. Então poderíamos perguntar: De que valeu aquele treinamento todo? Para que serve um soldado bem treinado se passa a vida fazendo limpeza em um quartel? È isso que se pergunta aos maçons que não produzem, que não constroem socialmente, que não dão bons exemplos, que não estão prontos para a batalha que nos espera. Os problemas sociais existem e estão aí, nas nossas caras e sabemos, o poder público não dá conta deles, exige que a sociedade trate deles e só a sociedade organizada pode fazer algo nesse sentido porque ela tem líderes, tem pessoas esclarecidas e, teoricamente, pessoas de bem, em seu comando. A Maçonaria faz parte desse contexto. Somos soldados aquartelados em nossas salas de reunião, mas diariamente devemos estar prontos para o bom combate. Combate aos vícios morais, à corrupção, e não participar de artimanhas, conchavos, fofocas, como fazem querer crer que são as “coisas da Maçonaria”. Também é nossa missão participar da evolução social em todos os sentidos, político, cultural, humanístico, enfim, onde o homem possa colaborar no progresso de seu desenvolvimento.