JOSCELYN GODWIN

Tradução: S.K.Jerez

O Dilema Filosofal

Em todas as gerações, uns poucos, mais do que “crer”, conheceram algumas respostas para as grandes questões da humanidade. Seu saber é, evidentemente, difícil de transmitir para o resto de nós, mas seu brilho e sua certeza operam certamente como um farol e uma recordação do que um homem ou uma mulher podem ser. Eles ocupam seu lugar em uma sociedade ordenada e tradicional; como Catarina de Siena ou Nicolau de Cusa, impõem respeito a reis e papas, e fixam um modelo de santidade e sabedoria ao qual o clero aspira (se é que não enlouquece de ciúmes). Mas, o que fazer quando o equilíbrio espiritual do mundo se despedaça como ocorreu no século XV com o cisma do Oriente e Ocidente e a influência do humanismo; no século XVI, com a Reforma, a Contrarreforma e as Guerras Religiosas; e, no século XVII, com a caça às bruxas, a Guerra dos Trinta Anos e a revolução científica?

As evidências apontam em duas direções. Alguns Sábios, nos bastidores, se empenharam em curar e renovar a sociedade. Outros trabalharam para iluminar os indivíduos. Os primeiros se destacaram no rosacrucianismo, no começo do século XVII; os últimos, dos quais nos ocuparemos no próximo artigo, na alquimia e a teosofia.

O “dilema filosofal” de nosso título consiste em optar por um desses dois campos operativos: pelo político ou pelo pessoal. Ou podemos dizer assim: “É possível dar um remédio para o estado da humanidade em seu conjunto, ou seu estado é tão crítico que isso só é possível no plano individual”?

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