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Em 01 de agosto de 2018, a Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI) emitiu uma orientação geral de sua nova política sobre transição de gênero, consignando que homens trans (isto é, pessoas biologicamente do sexo feminino que façam a transição civil para o gênero masculino) passarão a poder ser iniciadas nas Lojas sob a jurisdição da GLUI, ao passo que maçons que façam sua transição de gênero para o feminino não perderão por esta razão sua condição maçônica.

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Até onde se sabe a GLUI ainda não tem nenhum membro transgênero. a emissão desta política foi preemptiva, baseada na percepção de que os costumes e as leis estão mudando e a Maçonaria tem que responder de alguma forma a estas mudanças – ou perecer.

No caso da Inglaterra as leis antidiscriminação de gênero (Gender Recognition Act de 2004 e Equality Act de 2010) garantem a qualquer cidadão britânico o direito à identidade de gênero. Não é o caso aqui, agora, de discutir as ideias filosóficas subjacentes a esta corrente, e nem de dizer que a GLUI virou pós-moderna, comunista, conspirante da “””””””ideologia de gênero”””””””””, mas apenas reconhecer este é um dado da realidade social na qual a GLUI está inserida.

Historicamente a primazia masculina nas Lojas Regulares não está presente nas Old Charges.

Segundo Alec Mellor, as primeiras regras neste sentido surgem na Constituição de Anderson e nos Deveres Prescritos aos Maçons Livres” publicado na França em 1735. A exclusão das mulheres surge no contexto da visão da Loja como club.

 

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