Brothers,

Não consigo entender a resistência que os autores do assunto maçonaria têm em interpretar politicamente os eventos que cercam o surgimento da ordem no cenário britânico.

Aqui está um exemplo, em um artigo de autoria de uma autoridade do Rito Francês, o Irmão Roger Dachez.

Ele consegue desenhar o cenário completo, onde se colocam visões de mundo diferentes (do ponto de vista religioso, que por sua vez reflete a situação política da época) mas não dá o passo crucial de dar nomes aos bois.

A maçonaria inglesa é filha do protestantismo, um instrumento político de sua época, parida com o objetivo de controlar uma sociedade que beirava o caos. E o caos era devido à contraposição entre interesses jacobitas (católicos) e hanoverianos (protestantes).

Os irlandeses e escocêses eram jacobitas por excelência, tanto por motivos históricos quanto pelas questões políticas geradas pelas conquistas inglesas que reduziram a Irlanda e a Escócia a colonias da inglaterra.

O fulcro da questão, neste ponto discordo dos autores citados no artigo, estava no abandono das orações pela Grande Loja de 1717 e pela definição de religião inscrita nas Constituições de Anderson que alienavam os católicos.

Inconformados, os irlandeses e escoceses católicos decidiram criar sua própria versão de maçonaria que diferia nestes dois pontos, a que a GL de Londres cedeu pragmaticamente em nome da União que foi conseguida com os Antigos.

Os franceses, felizmente, recuperaram o espírito de 1717 e o consagraram no seu rito.

https://bibliot3ca.wordpress.com/a-disputa-entre-antigos-e-modernos/

Boa leitura…