J.Filardo M.’. I.’.

Esta semana tive uma surpresa. Uma surpresa positiva.

Visitando minha loja-mãe no GOB – uma loja típica: escocesa, conservadora e reacionária – conversei durante o jantar comemorativo com vários irmãos e, naturalmente, o assunto derivou para a situação econômica e política por que passa o país.

Tentei evitar o assunto, para não azedar meu humor, o que sempre acontece desde as eleições do ódio, em 2014 quando encontro maçons.

Mas, fui agradavelmente surpreendido por irmãos que sei serem conservadores e eleitores do PSDB, discutindo serena e racionalmente, sem aquelas reduções irritantes e epítetos preconceituosos. E não estavam bêbados (ainda) !

Comecei a escutar, incrédulo, uma conversa adulta, normal, racional sobre o Brasil, economia, política, Petrobrás, etc., com afirmações do tipo:

– a campanha de 2014 foi vergonhosa. Puro ódio.

– fechada as urnas, decretado o resultado, resta respeitar a Presidente

– o processo Lava Jato é inquisitório e injusto

– a corrupção existia antes do PT

– o governo do PT tem seus defeitos, mas é inegável que o País melhorou (!!!)

– só o resgate de milhões de brasileiros da miséria já valeu.

E, por último, fazendo-me achar que eu devia estar bêbado (sem ter tomado uma gota de álcool, já que era o motorista oficial), eu ouvi:

– e o Lula merece as homenagens que recebe, pois é um líder carismático…

Confesso que depois da campanha de 2014 e as manifestações que ouvi de maçons nas redes sociais e grupos de discussão levam-me cada vez mais para a porta de saída. O que me segura, por enquanto, é a Loja Fernando Pessoa, onde ainda é possível ser maçom.

Meu Facebook, antigamente povoado de aventais e colares está quase deserto, pois eu invariavelmente excluo pessoas boçais – não aquelas que divergem racional e inteligentemente de minhas opiniões – excluo qualquer um que defenda a pena de morte ou que advogue a volta da ditadura, por exemplo.

Novos ventos?