Ir∴ Joaquim G. Santos,[1]

Sendo a Iniciação Maçónica um exemplo típico de Rito de Passagem, a mesma obedece sempre a uma estrutura ternária, em cuja fase preliminar, ou de separação, se isola o candidato do mundo que o rodeia, preparando-o para a fase central da cerimónia, dita liminar ou de margem, na qual se dá a transformação ontológica que permitirá a sua agregação ao novo grupo, que neste caso é a Loja.

O modo como se efetua esta separação difere consoante o Rito Maçônico praticado.

Assim, enquanto que nos Ritos Anglo-Saxónicos a mesma se concretiza pela passagem do profano por um simples recinto fechado e pouco iluminado, nos Ritos Continentais, este habitáculo, encontra-se também decorado com determinados objetos, de caráter simbólico, destinados a favorecer a reflexão do candidato, preparando-o para o que irá ouvir, na sua recepção em Loja.

Distinguem-se, neste último caso, a Câmara de Preparação do Regime Escocês Retificado, da Câmara de Reflexões dos Ritos Francês, Escocês Antigo e Aceito e, Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim.

 

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