A Maçonaria Mista é inevitável ?

Contribuição do Ir.’. José Maria B. Batalla
Loja Fernando Pessoa, 4001
GOSP/GOB – RM – São Paulo

Tradução J. Filardo

Por Solange Sudarskis 

 

Ir.’. Maria Deraismes do Droit-Humain

O que se pode ver?                                                             

Basta, portanto, passar diante de uma escola ou colégio na hora da saída. Os jovens se atropelam, meninos e meninas misturados, mais apressados uns que outros ao passar pela porta e se reencontrar fora. A escola nos oferece seu fluxo da diversidade; diversidade social, étnica, cultural e, naturalmente, de gênero (sem mistura de idade e por uma boa razão). Depois, gradualmente formam-se grupos de fofocas, de amizade. O movimento se organiza por grupos de afinidade, onde se observa a separação de gênero, as meninas e meninos juntos, mas separados, formando pequenos bandos unisex, alguns namorados, embora testemunhas de uma proximidade mista ao redor deles, amiguinhos e amiguinhas. Com sua liberdade, a juventude se agrupa; os clãs se formam rompendo a diversidade do interior da escola.

Os professores saem um pouco mais tarde, a maioria são mulheres.

Vamos agora a um lugar da competição esportiva. Oh, mas as equipes participantes são exclusivamente masculinas ou femininas! Nada de diversidade no campo (exceto no tênis de duplas mistas). Os espectadores são em sua maioria homens.

Aqui estão dois exemplos das muitas questões que podem surgir sobre o tema da diversidade de gêneros.

O que precisa ser entendido por diversidade de gênero?

Em uma sociedade, a diversidade de gênero traz à mente imediatamente a noção de mistura com base em diferentes critérios: gênero, nível social, cultura, etnia, religião (ou não), associação a um compromisso político, nacionalidade …

No alvo de uma reflexão sobre este tema na Maçonaria, nos ateremos a somente um critério controverso, que é o do gênero.

 

Continue a leitura em:  LOJAS MISTAS SERÃO UMA REALIDADE NA MAÇONARIA?  QUANDO?

 

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ENTREVISTA: Marie-Thérèse Besson, Gran Mestra da Grande Loja Feminina da França

Tradução José Filardo

por Hélène Cuny

Marie-Thérèse Besson, Gran-Mestra

Foto NGH Presse

Em 2016, as irmãs da Grande Loja Feminina da França celebram 70 anos de sua potência fundada em 1945. Para a ocasião, uma série de eventos foram organizados durante todo o ano, em toda a França. Marie-Thérèse Besson, eleita Gran-Mestra em junho destaca a forte identidade de uma potência que não perdeu seu caráter militante, inteiramente resumido no slogan “mulheres livres, arquitetas do futuro”. Um canteiro de obras, segundo ela, que nunca é concluído.

Hélène Cuny: Como você definiria, hoje, a Grande Loja Feminina da França?
Marie-Thérèse Besson:
A potência é estruturada em torno de mulheres que vêem a si mesmas como construtoras. Deve-se ressaltar que nos anos 40, em termos de direito e liberdade das mulheres, tudo estava por ser construído. Hoje, detentoras desse patrimônio, estamos colhendo os frutos, com a presença em nossas colunas de mulheres que ao mesmo tempo investem em uma jornada pessoal, tendo, para a maioria delas um compromisso social. Isso se manifesta na manutenção e na implantação do secularismo, no respeito pela democracia, mas também na defesa dos direitos das mulheres e sua emancipação. Não nos esqueçamos de fato que em nível internacional há muito por fazer e estamos aqui para fornecer ajuda e apoio às mulheres que precisam dele. Eu faço a observação de que através de nossas ações, nós nos tornamos um grupo de mulheres conhecidas, reconhecidas como uma corrente de pensamento, que é regularmente convidada em nível institucional para enriquecer o debate de ideias.

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