O portal Brasil de Fato realizou um levantamento sobre o comportamento dos três jornais de maior circulação no Brasil ante a campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República. O estudo foi feito a partir das manchetes de primeira página publicadas porO Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S. Paulo, entre os dias 28 de agosto e 27 de setembro. Nesses trinta dias, O Estado de S. Paulo produziu 22 capas negativas para a candidata petista. No mesmo período, o jornal trouxe somente uma capa com manchete positiva, (“Inquérito da PF esvazia tese de crime político na receita”, no dia 16). Também houve três manchetes consideradas neutras e quatro abordando assuntos não ligados às eleições. (http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Estado_de_S._Paulo)

Depois de emprestar seu apoio ao estelionato eleitoral de 2014, no momento em que era preciso ser um jornal de verdade – digno da reputação da Família Mesquita, o Estadão vem agora oferecer um material de altíssima qualidade para nos explicar quão desgraçados estarão os paulistanos a partir de Março.

Obrigado, Seu Francisco Mesquita Neto… Obrigado.

http://infograficos.estadao.com.br/especiais/passado-futuro-cantareira/

Multa da água

A sobretaxa na conta de água foi anunciada pela primeira vez em abril pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para entrar em vigor no mês seguinte, o que não ocorreu. Em julho, durante a campanha pela reeleição, o tucano desistiu de adotá-la alegando que a população estava economizando. Em dezembro, porém, Alckmin retomou a proposta, que prevê multa de até 100% para quem consumir mais agora do que antes da crise e entrou em vigor no dia 8 de janeiro.

ESPECIALISTA

Estocar água. Esta é uma das alternativas que Maria Cecilia Wey de Brito, secretária-geral do ONG WWF-Brasil, indica para a população da Grande São Paulo, diante do colapso total dos reservatórios. “As pessoas tem que estocar água, mesmo com todos os riscos. Se for guardar, faça isso em lugar fechado para não dar dengue. É o que nos restou”, afirmou. De acordo com ela, a população também precisa mudar o pensamento em relação às chuvas. Não é porque há precipitações pontuais que os reservatórios irão ficar cheios novamente. Muita gente ainda tem aquela leitura da chuva do dia, uma ilusão de que se chover bastante vai resolver o problema. O governo nos ajudou a ficar em uma situação pior que não vai ser resolvido em médio prazo. Para o Cantareira encher vai ter que ser dilúvio. Não tem área de reservação nova”, disse Maria Cecilia. “A possibilidade de ficar sem água vai acontecer. A indústria vai brigar para ter água, o restaurante também, a dona de casa vai precisar para tomar banho e dar de comer. Não vai ser um conflito fácil de se mediar, não sabemos como vai ficar.”

Transparência e informação. Ainda de acordo com a especialista, os governos federal, estaduais e municipais precisam deixar claro para a população de que a água pode acabar. “Tem que deixar claro para a população o que está acontecendo, dizer que a água está acabando e que o governo vai ter que tomar atitudes. Precisa informar o horário que vai faltar água e explicar como a Sabesp está manejando o sistema”, disse.

Maria Cecilia Wey de Brito, secretária-geral da WWF-Brasil e ex-secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente