REVISTA BIBLIOT3CA

Leituras Selecionadas do Editor-Chefe J.Filardo

Filosofia, História, Maçonaria, Política

História da Maçonaria Francesa no final do Século XVIII

Tradução J. Filardo

Mobilisation contre le racisme

 

Panorama da França pré-revolucionária

Para capturar os eventos que se seguem e tentar entender o comportamento muitas vezes chocante daquele que se tornou Philippe Egalité, Grão-Mestre dos Maçons é necessário fazer uma constatação do estado da França pré-revolucionária da década de 1770.

Naquele momento, a renovação demográfica permite que uma população de quase 28 milhões de habitantes  levasse a França à vanguarda da Europa. Em comparação, a Rússia imensa só tem 23 milhões, a Espanha onze e a Inglaterra nove. Os “jovens”, aqueles que terão vinte anos em 1789, ano da Revolução Francesa, aumentaram em dez vezes.

A expectativa de vida passa, finalmente a vinte e oito anos. A população é 85% rural. Isto não impede o desenvolvimento das grandes cidades. Lyon supera 120 000 habitantes, Marselha 100 000, Bordeaux 70 000. Metz, Nîmes, Strasbourg, Orleans, Amiens oscilam entre 50.000 e 35.000 almas.

Quanto a Paris, esta é uma população de 600.000 pessoas o que a tornam uma metrópole do seu tempo, superada apenas por Londres, com perto de 800 000 londrinos. Paris é o centro do mundo civilizado, tanto literário quanto científico. Uma rede de trinta e duas academias provinciais que se comunicam permite comentar e divulgar as mais recentes descobertas e, muitas vezes as idéias mais inovadoras.

A economia do país continua extremamente frágil após a falência do sistema Law. Uma colheita pobre em consequência de mudança climática provocada pela erupção vulcânica na Islândia  faz aumentar dramaticamente o preço do pão e paralisa a atividade, e vem a gerar um “movimento social”. A tributação continua a ser “um labirinto inextricável” no qual mesmo os historiadores atuais ainda se perdem. A única certeza é que, apesar dos melhores esforços de alguns poucos financistas, ela permanece pesada, ineficiente e, acima de tudo terrivelmente injusta. O Estado, portanto, o rei, vivia da coleta de impostos diretos e indiretos. Para simplificar, consideremos que a maioria dos impostos diretos é paga pelos plebeus. A nobreza paga o “imposto de sangue” lutando pelo país e alimentando as tropas. O clero considera que sendo encarregado da educação e da caridade pública, ele não tem que pagar impostos. A Igreja condescende a uma participação voluntária, puramente benevolente, a “doação gratuita” que ela realiza de três em três anos e ainda assim não sem discutir. Os impostos indiretos, cuja coleta é vendida a empresas privadas são ainda mais mal recebidos. No que poderíamos chamar de campo da cultura temos de ver que tudo cresce. Se nos anos 1685 apenas 29% dos homens e 14% das mulheres sabiam ler, a taxa sobe para 47% e 27% um século mais tarde.

A grande evolução dita filosófica é a passagem ao desenvolvimento de idéias modernas em oposição ao costume e à tradição. O “Iluminismo” vem causar desordem em uma sociedade que adorava tudo o que era antigo “apenas por causa de sua origem imemorial.”

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