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James Joyce e o Polvo de Duas Cabeças da judeu-maçonaria

J. Filardo

A professora Anne Marie D’Arcy da Universidade de Leicester publicou esse trabalho que chamou minha atenção imediatamente, vez que uma de minhas interrogações que, inclusive, já foi objeto de uma publicação nessa revista, é o aspecto maçônico da obra do Mestre.

 

 

James Joyce produziu três obras principais em sua vida: O Retrato do Artista quando Jovem, Ulisses e Finnegans Wake.  O primeiro livro narra da infância de um irlandês até  jovem adulto que se prepara para entrar na vida.  O segundo narra as peripécias de judeu maçom de meia idade em um único dia ─ 16 de Junho de 1904 ─ em que ele interage com aquele jovem adulto do primeiro livro, em uma clara relação de Mestre e Aprendiz.  O último livro narra os pensamentos e sonhos de um dono de bar ─ um “freimaurer mason”, ou um maçom ─ que ao subir uma escada, sofre uma queda e é dado como morto e que acaba ressuscitado quando uma gota de whiskey cai em sua boca durante o velório.

Temos assim que a obra de James Joyce indicaria, apesar de não haver qualquer registro disso,  que ele era um maçom. Quem mais que um maçom escreveria um livro no grau de Aprendiz, outro no grau de Companheiro e um terceiro no grau de Mestre Maçom?

“Uma das perguntas que continua a exercitar os leitores de Ulisses é se ‘Bloom é ou era realmente um maçom’. Ao tentar responder a essa pergunta, os críticos tendem a tratar o relacionamento de Joyce com a Maçonaria em termos gerais, de acordo com o pedido do próprio Joyce a Frank Budgen em uma carta de 6 de novembro de 1921 para que este lhe enviasse ‘qualquer pequeno manual’ sobre ‘Maçonaria Britânica’, […]

O trabalho da Professora Anne Marie se concentra na discussão se a personagem de Ulisses, Leopold Bloom, era realmente um maçom.

Trata-se de um trabalho extremamente denso, eu diria que seria para obcecados com Joyce como eu ou estudiosos de sua obra, mas ao final, eu ainda colocaria a pergunta: Considerando as colocações exatas de elementos de maçonaria ao longo de “Ulisses”, não seria mais lógico discutir se Joyce era maçom ou não?

Então, se você se sente disposto a enfrentar um texto excelente, mas que exige bastante atenção, pode continuar a leitura em:

Joyce e o Polvo de Duas Cabeças

 

Um comentário em “James Joyce e o Polvo de Duas Cabeças da judeu-maçonaria

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