Lincoln Gerytch
Sérgio K. Jerez

…no Cosmos, como na vida humana, tudo está  conectado com tudo através de uma teia invisível.
Mircea Eliade

Um ensinamento perene

Nosso estudo começa com Esopo, um personagem cuja historiografia está envolvida numa mistura de lenda e mistério. Desde a antiguidade, várias tentativas foram feitas para estabelecer a existência real deste formidável contador de histórias, mas até hoje sua vida suscita dúvidas. Vem de Heródoto, que viveu no século V a.C., a primeira menção a ele, dizendo que Esopo era um escravo que teria nascido na Frígia ou na Lídia cerca de cem anos antes.

Embora muitos autores tenham escrito sobre ele, pela proximidade de ambos – Heródoto e Esopo – no tempo, e por ter sido dado numa época em que os testemunhos orais percorriam séculos a fio sem sofrer qualquer alteração significativa, é razoável aceitar o depoimento de Heródoto e a dar a existência de Esopo como um fato. De todo modo, e como não raro acontece, o personagem aqui tem uma importância menor do que a obra que lhe é atribuída.

O que se destaca em Esopo são suas maravilhosas fábulas, que atravessaram mais de dois mil e quinhentos anos transmitindo sabedoria e ensinamentos morais a dezenas de gerações, de maneira inteligente, divertida e perspicaz. São mais de cem histórias curtas, onde os protagonistas geralmente são animais dotados de muita astúcia, e que no seu desfecho contêm uma frase que sintetiza o preceito que se quer ensinar. São de Esopo, por exemplo, as fábulas A Raposa e as Uvas, A Cigarra e a Formiga e O Rato e o Leão.

Atenta ao caráter da verdade em todas as épocas, a maçonaria foi buscar em Esopo, mais especificamente na fábula d’O Feixe de Varas, um de seus sábios ensinamentos. Diz o fabulista:

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