Tradução Idalina Lopes

Por Jean-Luc Maxence

A Sombra… Esse conceito que designa a face sombria e oculta da personalidade, a parte inferior, a qual envolve, de certa forma, em seu manto inquietante e obscuro a totalidade de todos os materiais psíquicos do reino do inconsciente, está presente, de maneira aberta ou em filigrana, em toda a obra de Jung.

A Sombra é o inconsciente que trabalha em cada um de nós, o inconsciente pessoal, certo, mas também o inconsciente coletivo. E é realmente isso, esse mundo quase ignorado que pode emergir de maneira inesperada e às vezes inquietante em uma reunião maçônica na Loja.

Com ou sem egrégora.

  1. G. Jung escreve nitidamente: “Os conteúdos do inconsciente pessoal são aquisições da vida individual, enquanto aqueles do inconsciente coletivo são arquétipos que têm uma existência permanente e a priori”. Assim, a Sombra é um “problema moral”. Ela coloca em jogo a globalidade da personalidade do Eu. “Ninguém pode perceber a Sombra sem um emprego considerável de firmeza moral”, acrescenta o Mestre.

Eis realmente o ato “que consiste em reconhecer a existência real dos aspectos obscuros da personalidade”, o ato que permanece “o fundamento indispensável de todo modo de conhecimento de si, e, consequentemente, confronta-se, via de regra, a uma resistência considerável”.

 

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