Tradução J. Filardo

por Henri Pena-Ruiz

Entre as questões vivas da atualidade figura a do racismo. Desde muito tempo, o uso da noção de raça para diferenciar grupos humanos foi desqualificado pela ciência. No entanto, o uso do termo “racismo” está proliferando. A ponto de confundir seu significado, em usos controversos, ou seja, inadmissíveis. Por exemplo, a rejeição de uma religião é rotulada de racismo, enquanto apenas a rejeição de pessoas ou povos por causa de sua religião pode ser qualificada como tal. A islamofobia e a catolicofobia não são formas de racismo. Bem como a Ateufobia. Devemos, portanto, fazer um balanço sobre o conceito de racismo, tanto por uma questão de lucidez quanto para dar à luta contra o racismo toda a sua eficácia. A persistência do racismo em vários países, incluindo a França, encoraja-nos a ir além da mera condenação moral, a fim de fazer uma refutação fundamentada da ideologia subjacente. Ao longo do caminho, será necessário pensar sobre a relação entre racismo e etnocentrismo, racismo e xenofobia, explicando os meios de combater a ideologia racista e os atos que a traduzem.

 

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