Publicado na Revista Ars Studiorum. São Paulo: A Gazeta Maçônica, 2025, Vol. I, p. 189-222.
Ivan A. Pinheiro[1]
Lucas Vieira Dutra[2]
Resumo: este ensaio, analítico-crítico, procura demonstrar as insuficiências dos Ritos, quando tratados isoladamente, para a formação de um entendimento histórico-compreensivo acerca da Ordem, mesmo se considerado o curso de toda a trajetória do Iniciado-maçom. Não obstante, é habitual, mesmo havendo tantos Ritos, encontrar na literatura maçônica a menção ao Rito de quem se pronuncia como sendo representativo da Maçonaria enquanto instituição, bem como a insistência do olhar a partir de uma só perspectiva: a da árvore, quando também poderia ser desde fora e por sobre a floresta. A partir dessas duas chaves de análise e sempre chamando a atenção para o outro lado da moeda, o texto revisita a História, em especial a Modernidade e o Iluminismo – o ambiente dos acontecimentos -, para explicar não só as causas desse comportamento, como também as suas consequências na atualidade do universo maçônico. E para tanto também recorre a duas dentre as categorias de análise mais conhecidas na Maçonaria: as Escolas de Pensamento identificadas por C. W. Leadbeater e, as Famílias de Ritos organizadas por P. Naudon. A troca de perspectiva, da árvore para a floresta a partir do macro ambiente histórico, revela aspectos que podem mesmo levar a repensar o papel dos próprios Ritos, até então considerados como os pontos focais. As considerações finais são inquietantes: estaria a Maçonaria Especulativa contemporânea já descaracterizada e distanciada das expectativas dos pais fundadores no séc. XVIII?
Palavras-chave: Escolas de Pensamento Maçônico, Família de Ritos, Iluminismo, Atitudes e Comportamentos, Moderna Maçonaria Especulativa.
Abstract: This analytical-critical essay aims to demonstrate the limitations of considering the Masonic Rites in isolation for constructing a historically comprehensive understanding of the Order, even when taking into account the entire trajectory of the Initiated Mason. Despite the multiplicity of Rites, it is customary in Masonic literature to encounter references to a particular Rite as if it were representative of Freemasonry as an institution, along with a persistent tendency to interpret it from a single perspective: that of the tree, rather than from outside and above the forest. Drawing on these two analytical approaches, and consistently emphasizing the reverse side of the coin, this essay revisits history—particularly Modernity and the Enlightenment, the historical setting of these developments—in order to elucidate not only the causes of such interpretative behavior but also its implications for contemporary Freemasonry. To this end, the discussion engages two of the most widely recognized analytical categories within Masonic studies: the Schools of Thought identified by C. W. Leadbeater and the Families of Rites systematized by P. Naudon. The shift in perspective—from the tree to the forest, within the broader historical framework—reveals dimensions that may prompt a reconsideration of the role of the Rites themselves, which until now have been regarded as central focal points. The concluding reflections raise a disquieting question: has contemporary Speculative Freemasonry already become decharacterized and distanced from the expectations of its eighteenth-century founders?
Key words: Schools of Masonic Thought, Family of Rites, Enlightenment, Attitudes and Behaviors, Modern Speculative Freemasonry
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