por Thomas D. Worrel

Introdução
Na Antiguidade, os adeptos de várias tradições de iniciação se organizavam no que era chamado Mistérios. Esses grupos buscavam perpetuar técnicas rituais e conceitos espirituais que promoviam experiências que, segundo vários relatos, aprofundavam a compreensão espiritual sobre o significado da vida e da morte. Essas organizações consideravam possuir um conhecimento especial – e ele só podia ser transmitido a outros por meios especiais. Pelas evidências históricas que sobreviveram e das quais temos conhecimento, os Mistérios eram bastante específicos e intencionais quanto ao que os iniciados deveriam vivenciar. Também pelas fontes históricas fica claro que eles eram habilidosos em criar ritos poderosos que levavam seus iniciados a revelações profundas e a uma visão mais ampla e profunda da realidade.[1]
A noção de qualquer conexão entre esses antigos cultos de mistérios e a Fraternidade da Maçonaria tem sido debatida continuamente quase desde o início da Arte. Para qualquer pessoa educada tanto na Maçonaria quanto nos Mistérios, seria difícil que essa questão não surgisse. Conclusões diferentes foram alcançadas e, em alguns círculos, isso é bastante controverso. Este artigo não buscará resolver essa disputa. Ele tenta esclarecer por que ela existe. A controvérsia existe porque existem elementos comuns, na verdade semelhanças marcantes, entre essas sociedades. O processo ritual de cada organização é central. No centro de cada uma está a importância da iniciação. Espero mostrar que é mais do que qualquer fenômeno casual de semelhança. Acredito que existam paralelos inegáveis na estrutura que cada organização utiliza para manifestar a experiência da iniciação.
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