Por Ivan A. Pinheiro ***

Os Contos Arthurianos e a Lenda do Graal [1]
Se até então os textos desta Série tiveram por base a historicidade documentada dos eventos, cuja validade, por analogia, pode ser dita concordante, pois obtida pelo cruzamento entre as fontes consultadas, o mesmo já não pode afirmar-se do texto que ora tem início, que adentra o campo da magia, das fábulas, das crenças, das lendas e de toda a simbologia que os constitui e lhes dá sentido. Todavia, é bom lembrar que por detrás dos mitos e símbolos, de regra, há uma realidade objetiva associada, ainda que muitas vezes enquanto produto da ignorância acerca da natureza última dos fenômenos, a exemplo das causa mortis, das doenças e dos eventos naturais (climáticos, celestes, etc.); assim, ao fim e ao cabo resulta um conjunto em que os dados históricos, que fundamentam e conferem credibilidade às narrativas segundo à razão objetiva, mais do que se entrelaçam, se tornam amalgamados às lendas, o que faz do intento de separá-los, uma missão impossível. Todavia, como alerta Arantes (2010, p. 43):
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