por Rui Samarcos Lora

Professor teaching about Freemasonry concepts in front of a chalkboard

Uma Análise Histórico-Filosófica das Correntes de Pensamento Maçônico[1]

Este artigo realiza uma análise crítica das principais correntes de pensamento maçônico, sistematizando-as nas Escolas distintas propostas por H. L. Haywood (1923), agora reinterpretadas à luz dos avanços historiográficos delineados por Jan A.M. Snoek (2008). Partindo do referencial teórico estabelecido por Roscoe Pound (1915) e ampliado por Haywood (1923), o estudo investiga em profundidade as diferentes concepções sobre a natureza, os fins e os métodos pedagógicos da Maçonaria, contextualizando cada escola dentro do seu respectivo panorama histórico-intelectual. Por meio de uma metodologia que incorpora as críticas da nova história maçônica pós-1986, notadamente o questionamento da Escola Autêntica e a reavaliação das narrativas de origem, demonstra-se como cada escola representa uma resposta distinta às perguntas fundamentais sobre a instituição. O artigo conclui destacando a notável vitalidade e pluralidade do pensamento maçônico, argumentando que a sua força reside precisamente nesta diversidade de interpretações que, mesmo após a recente revolução paradigmática, convergem num projeto educativo comum.


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As Escolas de Pensamento da Maçonaria