Tradução José Filardo

por Jean-Moïse Braitberg

Considerada a quarta religião da França, o budismo, em suas diferentes variações, não é percebido por seus seguidores ocidentais como uma religião, mas como um compromisso entre sabedoria, espiritualidade, filosofia e estilo de vida. Popularizado pela figura do Dalai Lama, que acaba de completar uma viagem à França, este aparelho de crença originário na Ásia parece desenhar os contornos de uma nova religiosidade pessoal no espírito da era que não deixa indiferente alguns maçons.

Numa altura em que, nas palavras de Emmanuel Todd, o catolicismo tornou-se “zumbi”, o protestantismo exaltado no evangelismo, o judaísmo exilado no sionismo e o Islã em luta contra seus demônios, o budismo, por sua discrição passa por um mar de tranquilidade espiritual, um sopro sutil de primavera, uma fonte refrescante de sabedoria. A prova? Em um momento em que uma sobrecarga secular generalizada estigmatiza toda a visibilidade religiosa – quer dizer muçulmana – as estátuas de Buda substituem os gnomos nos jardins e imagens de Buda decoram certos lugares públicos – salas de espera de hospitais e consultórios médicos, em particular – provocando os novos cruzados do secularismo.

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