Ivan A. Pinheiro***
– A “Hipótese-Brum” –

Convém lembrar que foi a chegada dos Omíadas à Península Ibérica (séc. VIII), e não as Cruzadas (a partir do séc. XI), que foi a ponta de lança para a introdução, na Europa, do conhecimento greco-romano clássico, “lido-traduzido-interpretado-re(interpretado)” pelos árabes muçulmanos; todavia, o movimento das Cruzadas deu um novo e vigoroso empuxo à troca e à difusão dos saberes entre o Oriente e o Ocidente. E a expressão saberes é tão ampla quanto pode ser: inclui os que há muito, desde a Antiguidade, estavam em desenvolvimento com base no método científico e, mutatis mutandis, Aristóteles[1] teria sido a maior referência – Santos (1990, p. 67) o reconhece como o “primeiro racional moderno” – mas também tudo que, posteriormente, seria considerado como parte das “ciências ocultas”, do mundo para além dos sentidos, das crenças e tradições como formas explicativas da natureza e do homem em geral. A propósito, essa tem sido a dinâmica do mundo e das civilizações, e é importante tê-la clara para evitar a sobrevalorização de alguns eventos e personagens, ou mesmo para escamotear o que não se deseja ver sob os holofotes.
Continue a leitura clicando no link abaixo:
A Questão Templária na Maçonaria – III/V
Compre Livros sobre Maçonaria – clicando em
LIVRARIA DA BIBLIOT3CA
